Líder da CGTP recusa visão “cor-de-rosa” da situação laboral em Portugal

Líder da CGTP recusa visão “cor-de-rosa” da situação laboral em Portugal

27/02/2020 0 Por Carlos Joaquim
Isabel Camarinha assinalou a “primeira ação de rua” como secretária geral da CGTP no piquete de greve dos estivadores do porto de Lisboa recusando a visão “cor-de-rosa” do Governo sobre a situação laboral portuguesa.
“Antevejo muita luta. O que nós vemos é que os trabalhadores têm baixíssimos salários. Somos um país com um modelo de baixos salários o que é completamente inaceitável e temos uma situação em que existe cada vez mais precariedade nos vínculos laborais”, disse à Lusa Isabel Camarinha.
Para a nova secretária geral da CGTP, a criação de emprego em Portugal é caracterizada por vínculos precários, “longas horas de trabalho, com horários desregulados” o que exige, defende, a redução do horário de trabalho para as 35 horas e a regulação dos horários de trabalho.
Camarinha sublinha que “não há investimento” nos serviços públicos ao mesmo tempo em que se assiste à “desvalorização” da Administração Pública e à “degradação” dos serviços por falta de investimento.
“Depois há essa visão cor-de-rosa em que o Governo acha que está tudo bem, que não há problema nenhum: tem excedente orçamental e dá milhões e milhões aos bancos, nomeadamente ao Novo Banco”, acusa.