Moçambique | Omar Mithá substituído na ENH sem iniciar nova vaga de endividamento público externo
Omar Mithá foi substituído na presidência da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) por Estevão Pale. O economista que reorganizou as contas do “braço” comercial” do Estado nos projectos de gás natural e petróleo, que teve um papel chave nas Decisões Finais de Investimento da Eni e Anadarko não conseguiu iniciar a nova vaga de endividamento público externo e tornar a ENH na nova “vaca leiteira” dos membros do partido Frelimo.
O Conselho de Ministros, reunido nesta terça-feira (28), na sua 2º sessão ordinária, determinou que Omar Mithá cessa as funções de Presidente do Conselho de Administração da ENH e nomeou para o seu lugar Estêvão Tomás Rafael Pale.
Economista, natural da Província de Cabo Delgado, Mithá assumiu a presidência da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos em 2015, após sete meses como vice-ministro da Indústria e Comércio do 1º Governo de Filipe Nyusi, com a missão colocar a empresa financeiramente pronta para participar da exploração, produção e exportação das enormes reservas de gás natural e petróleo existentes no Norte de Moçambique.
Nos dois primeiros anos da sua Administração a ENH não publicou as suas contas auditadas, contudo em Junho de 2017 participou do primeiro “project finance” alguma vez realizado para a construção de uma FLNG no mundo endividando em 800 milhões de dólares a empresa estatal junto dos seus sócios na exploração do campo de Coral Sul na Área 4 da Bacia do Rovuma.