PSD: Rio espera que diretas de sábado sejam “ato limpo” e com “regras iguais” em todo o país
O presidente do PSD e recandidato ao cargo, Rui Rio, disse hoje esperar que as eleições diretas para a liderança do partido sejam “um ato limpo e democrático”, com “regras iguais” em todo o continente e regiões autónomas.
Hoje, o secretário-geral do PSD/Madeira, José Prada, afirmou que cerca de 2.500 militantes social-democratas do arquipélago que a estrutura regional considera terem as quotas pagas vão votar no próximo sábado, apesar de a secretaria-geral nacional indicar que apenas 104 estão em condições de o fazer.
Em causa está o modo de pagamento das quotas, que deve ser por transferência bancária, débito ou vale postal, conforme o regulamento aprovado no Conselho Nacional do partido, em novembro de 2019, enquanto a maioria dos militantes na Madeira paga as quotas diretamente na sede.
Hoje, na apresentação da sua moção de estratégia global, em Lisboa, Rui Rio disse querer “fazer votos”, uma vez que está na reta final da campanha.
“Que este ato seja um ato democrático, que seja um ato limpo”, desejou.
O líder social-democrata lembrou que a sua direção procedeu a uma alteração no regulamento de pagamento das quotas, de modo a que só o militante tivesse acesso à referência para as regularizar, de forma a “terminar com aquela vergonha de andarem meia dúzia a pagarem as quotas de todos os outros”.
“Hoje alguém pode pagar a quota de outro, mas para o fazer tem de ter a anuência dele, tem de ser ele a fornecer o código”, afirmou, dizendo que não resolveu completamente o problema, mas “deu um passo gigantesco”.