Livro inédito traduz poesia erótica medieval do galego-português para linguagem actual
Desde que o mundo é mundo, há erotismo. Nada é mais intemporal. Ciente disso, o professor e investigador Victor Correia, doutorado em Filosofia Política e Jurídica pela Universidade de Sorbonne, em Paris, reuniu um conjunto de poemas eróticos dos cancioneiros medievais galego-portugueses e traduziu-os para linguagem actual, numa obra inédita. Poemas Eróticos dos Cancioneiros Medievais Galego-Portugueses é uma edição da Guerra e Paz, com o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores, e chega às livrarias de todo o país no próximo dia 7 de Janeiro.
Candura, cantigas de amigo, cantigas de amor e bailes à sombra das árvores em flor. Ao longo de séculos, a poesia medieval chegou aos leitores como uma arcádia onde não sobra espaço ao pecado. Mas e debaixo desse manto de santidade? Onde pára a devassa, o adultério, a prostituição, o incesto?
«Nos últimos anos, têm sido feitas edições das cantigas de amigo e das cantigas de amor, umas em língua original, outras traduzidas para português. No entanto, as cantigas satíricas e principalmente os textos eróticos têm continuado na sombra.» Partindo de uma lacuna na organização, tradução e divulgação histórica de poemas eróticos do cancioneiro galego-português, o professor e investigador Victor Correia decidiu compilar e traduzir para o português contemporâneo, numa antologia inédita, algumas das 1680 composições eróticas medievais documentadas. O trabalho chega agora às livrarias sob o título Poemas Eróticos dos Cancioneiros Medievais Galego-Portugueses.
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