Religião | Sínodo da Amazônia ou Concílio Vaticano III?
Para todos nós católicos, o panorama na Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana se enegrece cada dia mais.
A ofensiva esquerdista que está sendo preparada através do Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia prenuncia uma verdadeira revolução, não só a respeito do modo de se considerar a Igreja, mas com reflexos apocalípticos para toda a ordem mundial.
Há pouco foi publicado o documento Instrumentum laboris, que define a pauta desse Sínodo. É verdadeiramente assustador! Mais apropriadamente, poderia chamar-se Documento Preparatório para o Concílio Vaticano III, pois o Sínodo Pan-Amazônico está para o Concílio Vaticano II como este está para o Concílio de Trento.
Em outras palavras, a verdadeira explosão de modificações pastorais e doutrinárias que o Concílio Vaticano II provocou na Igreja se repetirá com o lançamento da Igreja Amazônica, mas num âmbito muitíssimo mais grave e radical. A tal hermenêutica da continuidade, já impossível, pura e simplesmente se evapora.
Para ajudar a compreender melhor o que estou dizendo cumpre retroceder ao Pontificado antimodernista de São Pio X, que pautou sua vida em combater o modernismo, heresia que, segundo ele, continha em si todas as heresias.
Após São Pio X começou um afrouxamento no combate ao modernismo, que depois deu lugar à ascensão paulatina de uma doutrina que é o próprio modernismo revestido de hipócritas aparências, o chamado progressismo.
Ao mesmo tempo, um amolecimento sentimental gerado na alma dos católicos subtraiu-lhes a combatividade e inoculou um espírito entreguista, concessivo e meloso, o qual foi se acentuando até o Concílio Vaticano II.
Suficientemente amolecidos os católicos, foi possível lançar as “novidades” do Vaticano II e, depois, a crescente desfiguração do espírito e da mentalidade católicas. A Teologia da Libertação ganhou impulso e a esquerda católica robusteceu-se muito.
Uma parte dos fieis se escandalizou com o progressismo e o recusou. A estes foi oferecido, em lugar da espiritualidade tradicional católica, um carismatismo oriundo dos protestantes pentecostais americanos.
Essa mudança na Igreja escandalizou muitos católicos de fé fraca, que por falta de convicções profundas preferiram abandoná-la em troca de religiões protestantes.