Opinião | Conservadores do mundo, uni-vos!
Se olharmos retrospectivamente, veremos que a esquerda fez avanços enormes nos vários campos da atividade humana no século XX: nas artes, na música, nas modas, nos costumes, na política etc.
Lembro-me de que lá pelos anos 80 um audiovisual chamado Rio de Sangue era exibido em ambientes diversos pela impertérrita TFP ― e só por ela. Naquele tempo era chic ser de esquerda, e démodé ser de direita. O audiovisual mostrava o avanço do comunismo no mundo desde a Revolução Russa de 1917, escancarando as vergonhosas capitulações ― ou mesmo traições ― daqueles que no Ocidente deveriam conter tal avanço.
Pode-se considerar a década de 70 como tendo sido de vergonhosas entregas, fruto das políticas de concessões que permearam todo o século ― incluindo a Ostpolitik vaticana ―, culminando, digamos assim, na humilhante derrota dos EUA frente ao comunismo no Vietnã em 1975, fato que parecia assinalar a vitória irreversível da seita vermelha em todo o mundo.
Esse olhar retrospectivo não poderia deixar de ver também que, ao longo do século XX, houve alguém que, impávido, denunciou sempre a seita comunista, conclamando todos para a mais intransigente oposição aos sequazes da revolução marxista. Sua voz ecoou na mídia escrita e falada, atingindo grandes e pequenas cidades de todo o orbe.
Plinio Correa de Oliveira desfraldou o estandarte dos inconformados, daqueles que se recusam a dobrar os joelhos diante da Revolução comunista e de conexos a ela. Ele a denunciou em todos os campos em que ela se manifestou. Denunciou quando ela avançava em armas, como quando tentava avançar sorrateira e dissimuladamente, arrancando-lhe a máscara que cobria suas sombrias intenções.