CDU manifesta-se contra o encerramento da Estação Nova

12/04/2019 0 Por Carlos Joaquim
Recordamos que o PCP lançou em janeiro uma campanha contra o encerramento da Estação Nova e a remoção dos carris entre este terminal, no centro da cidade, e a gare de Coimbra-B, e pela reposição do Ramal da Lousã.
litoralcentro
“Continuamos a defender a reposição do ramal ferroviário da Lousã”, entre Coimbra, Miranda do Corvo e Serpins (Lousã), e sua “ligação à rede ferroviária nacional”, através das estações Nova e de Coimbra-B, disse à agência Lusa o dirigente comunista e vereador da Câmara de Coimbra Francisco Queirós.
O anunciado fecho da Estação Nova e “arranque dos carris até à estação de Coimbra B” é “uma decisão errada”, que contribui para “aumentar a desertificação da Baixa” da cidade e prejudica quem se desloca de comboio, sustenta Francisco Queirós, que falava à agência Lusa depois de ter participado, hoje, ao final da manhã, na Estação Nova, numa ação de sensibilização da população para esta causa e que dá início a uma campanha contra estas medidas e “em defesa do transporte ferroviário”.
O fim da Estação Nova e remoção dos carris até Coimbra-B, na Linha do Norte, “reduz ainda mais a possibilidade de ligação do Ramal da Lousã à rede ferroviária nacional”, salienta Francisco Queirós, manifestando-se contra a intenção do Governo de instalar um sistema de ‘metrobus’ na Linha da Lousã, cujos carris foram removidos, em 2010, no âmbito do projeto de criação de um metropolitano ligeiro de superfície neste ramal e em Coimbra.
“Em cima dos milhões já gastos no Ramal da Lousã, o recurso a autocarros [‘metro bus’] em substituição do comboio implica gastar mais 90 milhões de euros”, afirma o vereador, que é o único representante da CDU na Câmara de Coimbra, destacando que “metade” daquela verba “seria suficiente para repor e eletrificar a linha ferroviária [da Lousã], reaproveitando o material circulante existente na CP”.