Catolicismo alemão à beira do abismo? — II —

Catolicismo alemão à beira do abismo? — II —

01/04/2019 0 Por Carlos Joaquim

Conforme nos reportamos em artigo anterior, as declarações e decisões tomadas pela Conferência Episcopal Alemã, em recente assembléia realizada em Lingen, são altamente preocupantes. Ademais, elas deverão acelerar e intensificar os desacertos que vêm ocorrendo no seio da Igreja, convergindo ainda mais para uma ruptura final dos católicos alemães com a Igreja.

 

Nessa reunião, os bispos demonstraram querer uma via especial, sem amarras, para mais bem golpear e acabar com a moral sexual, ferindo de morte todo Magistério eclesiástico. Pode-se concluir isso pelo gesto de terem escolhido — consciente et volenter — o bispo de Osnabrück, Dom Franz Josef Bode [foto], como o responsável pelo fórum Moral Sexual. Sem dúvida, um recado a quem possa interessar de que agora em diante será assim e fim de conversa.
Tanto mais quanto o maior e o mais importante parceiro de Dom Bode deverá ser o Comitê Central dos Católicos Alemães–ZdK. Juntos trabalharão para introduzir as máximas da revolução de maio de 68 na Igreja, como uniões livres, indiferença teológico-moral diante da homossexualidade praticada, e assim por diante.
O objetivo do catolicismo reformista é a dissolução da moral sexual, além de um distanciamento da lei natural como base teológico-moral, rumo a uma “ética” de situação liberal e orientada segundo o espírito do tempo. Isto se apresenta especialmente claro nas exigências relativas ao casamento. Na verdade, este caminho sinodal acabará por transformar a Igreja numa instituição igualitária.