Câmara ameaça retirar 10 camas do Hospital de Espinho se se mantiverem sem uso

Câmara ameaça retirar 10 camas do Hospital de Espinho se se mantiverem sem uso

23/03/2019 0 Por Carlos Joaquim
Em causa está um investimento de 18.450 euros que o Município assumiu depois de a Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN) e o Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia e Espinho (CHVNGE) lhe terem solicitado, em finais de 2017, a disponibilização de 10 camas articuladas para agilização da abertura de uma unidade de convalescença.
“A Câmara disse logo que sim, comprou as camas, mandou-as entregar no hospital e agora elas agora estão lá paradas desde Julho de 2018 porque o Governo ainda não arranjou maneira de abrir a unidade de convalescença e, enquanto isso, as camas também não podem ser utilizadas para mais nada”, declara o presidente da autarquia, Joaquim Pinto Moreira.
Após vários contactos que diz ter feito com tutela, ARSN e CHVNGE sem que, afirma, nenhuma solução para o problema fosse apresentada, o autarca avisa agora: “Ou nos dão uma resposta de imediato ou vamos lá buscar as camas. Não nos faltam entidades que precisem delas e que, passando dificuldades, muito mais rapidamente se teriam organizado para lhes dar uso”.
Em documento a que a Lusa teve acesso, lê-se que já em dezembro de 2018 a ARSN reconhecia atraso na abertura da referida unidade de convalescença, comunicando à autarquia: “Este assunto ainda não está resolvido apesar do Despacho Conjunto N.º 11482-A/2017 de 29 de dezembro, que autoriza a abertura da unidade e prevê as respetivas verbas para 2017, 2018 e 2019, pois aguardamos autorização para admissão dos profissionais necessários”.
A ARSN afirmava então que “o hospital, o Serviço Nacional de Saúde e a comunidade precisam muito dessa unidade a funcionar” e disponibilizava-se para a ativar assim que tivesse a referida autorização, mas esse foi o último contacto com a Câmara Municipal e, mais de três meses depois, a situação mantém-se inalterada.