OCORRÊNCIAS RELACIONADAS COM O MAU TEMPO – PONTO DE SITUAÇÃO

OCORRÊNCIAS RELACIONADAS COM O MAU TEMPO – PONTO DE SITUAÇÃO

23/01/2026 0 Por Carlos Joaquim
Entre as 16h00 do dia 22 de janeiro e as 17h00 do dia 23 de janeiro, registaram-se 722 ocorrências relacionadas com a situação meteorológica adversa — Depressão Ingrid — que está a afetar Portugal continental.
As sub-regiões mais afetadas foram Região de Coimbra (89 ocorrências), Área Metropolitana do Porto (83 ocorrências) e Grande Lisboa (71 ocorrências).
As principais tipologias de ocorrência registadas foram:
  • Queda de árvores: 238
  • Limpeza de vias: 195
  • Queda de estruturas: 117
  • Inundações: 89
  • Movimentos de massa: 83
Há a registar 2 pessoas deslocadas em Alcobaça, 2 pessoas deslocadas no Cartaxo e 3 pessoas deslocadas em Cascais.
Na resposta a estas ocorrências estiveram empenhados 2476 operacionais, apoiados por 1042 veículos.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que o impacto dos efeitos do mau tempo pode ser minimizado através da adoção de comportamentos preventivos adequados. Assim, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, recomenda-se a adoção das seguintes medidas de prevenção:
  • Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais, removendo inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criar obstáculos ao livre escoamento das águas;
  • Assegurar a fixação adequada de estruturas soltas, nomeadamente andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
  • Ter especial cuidado na circulação e permanência em áreas arborizadas, devido à possibilidade de queda de ramos ou árvores provocada por ventos fortes;
  • Adotar precauções na circulação junto à orla costeira e zonas ribeirinhas, particularmente nas áreas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a permanência nesses locais;
  • Evitar atividades relacionadas com o mar, como pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, bem como o estacionamento de veículos junto à orla marítima;
  • Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e prestando especial atenção à eventual formação de lençóis de água nas vias rodoviárias;
  • Evitar a circulação em vias afetadas pela acumulação de neve e quando isso não for possível, adotar as seguintes medidas:Verificação do estado dos pneus e respetivas pressões;
  • Transporte e colocação das correntes de neve nos veículos;
  • Assegurar o abastecimento de combustível em níveis que permitam percorrer trajetos alternativos ou a permanência do veículo em funcionamento por longos períodos de tempo, em caso de retenção nas vias afetadas;
  • Nos veículos elétricos, deve ser verificada a carga da bateria e analisada a existência de postos de carregamento no seu itinerário;
  • Garantir que os sistemas de aquecimento dos veículos se encontram em bom estado de funcionamento;
  • Providenciar alimentos adequados em quantidade e características, assim como medicamentos, de acordo com o número e tipologia de ocupantes dos veículos.Nas vias afetadas pela acumulação de neve, evitar viagens com crianças, idosos ou pessoas com necessidades especiais;
  • Evitar circular naquelas vias com veículos pesados, em particular articulados, veículos com reboque e veículos de tração traseira;
  • Restringir ao máximo possível os movimentos de veículos e de pessoas apeadas, nas zonas potencialmente afetadas pela queda de neve;
  • Não atravessar zonas inundadas, prevenindo o risco de arrastamento de pessoas ou veículos para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
  • Retirar de zonas normalmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e outros bens para locais seguros;
  • Acompanhar permanentemente as informações meteorológicas e seguir as indicações da Proteção Civil e das Forças de Segurança.
*Alcina Coutinho
Chefe de Divisão
Divisão de Comunicação e Sensibilização
Presidência
NB: Imagem c/DR Litoral centro