Corticeira obrigada a pagar 31 mil euros por assédio moral a funcionária

Corticeira obrigada a pagar 31 mil euros por assédio moral a funcionária

12/12/2019 0 Por Carlos Joaquim
O caso envolve a empresa Fernando Couto Cortiças, que vê agora confirmada pelo Tribunal da Relação do Porto a sentença proferida pelo Tribunal do Trabalho da Feira em 2018.
O Tribunal da Relação do Porto confirmou a sentença do Tribunal do Trabalho da Feira que condenou a empresa Fernando Couto Cortiças a pagar 31 mil euros por assédio moral a uma funcionária.
Avança o Jornal de Notícias que uma vez condenada em primeira instância a empresa recorreu, mas vê agora a sentença confirmada.
Em declarações ao jornal, o advogado do Sindicato dos Trabalhadores da Cortiça e da ACT — está a decorrer um outro processo por factos participados por esta entidade sobre alegados crimes praticados no âmbito do assédio moral à trabalhadora — disse que não esperava outra decisão, já que “a prova produzida em tribunal foi forte”.
“Este acórdão demonstra que, apesar de ser difícil de proceder à prova nestes casos, tal não se afigura impossível. Foi reposta definitivamente a verdade dos factos e demonstrada a gravidade dos mesmos”, acrescentou.
Os problemas na situação laboral de Cristina Tavares começaram em julho de 2016, quando a operária esteve de baixa médica e a empresa Fernando Couto Cortiças S.A. lhe propôs uma revogação de contrato por mútuo acordo, o que ela recusou. Em janeiro de 2017, a administração despediu-a, após concluído o processo de extinção do respetivo posto de trabalho e a operária recorreu então ao tribunal, vencendo o processo em abril de 2018.