O príncipe guerreiro ante a suavidade do Natal

O príncipe guerreiro ante a suavidade do Natal

29/12/2019 0 Por Carlos Joaquim
A Santa Igreja de Deus forjou durante os séculos admiráveis exemplos de santidade e heroísmo, suscitando nas almas harmonias de virtudes aparentemente contraditórias.
À primeira vista, nada parece mais conflitante do que, por exemplo, a vida de oração constante de um monge e sua dedicação às atividades apostólicas. Ou entre o incentivo que, de um lado, a Igreja sempre deu à castidade, à virgindade das freiras e dos sacerdotes; e de outro lado o favorecimento da fecundidade das famílias numerosas. Ou ainda ao ensinar, ao mesmo tempo, o amor à pobreza, o desapego dos bens materiais e as esplêndidas manifestações do belo nos trajes da nobreza, nos paramentos litúrgicos, nos palácios, nas catedrais, e mesmo na dignificação e elevação do povo.
Tais contrastes harmônicos, sejam a título individual, sejam nas múltiplas instituições surgidas da civilização cristã, têm sua origem na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele demonstrava, em todo o seu proceder, uma concórdia admirável de virtudes aparentemente contraditórias. Há uma oposição magnífica, e ao mesmo tempo harmônica, entre as expressões “Cordeiro de Deus” e “Leão da Tribo de Judá”, aplicadas a Nosso Senhor.