OPINIÃO | Os sábios preferem o silêncio
Atingir bons resultados exige capacidade em enfrentar desafios indesejados, inconsequentes e desfasados da realidade. A «Guerra dos Tronos» ou «Como fazer amigos e influenciar pessoas» de Dale Carnegie são bons orientadores e inspiram a excelência na confiança e respeito. Métodos de gestão variam consoante a área em causa mas no «b…á…bá» do bom técnico há três pilares em que a sua aplicação, no global, resulta – comunicar, persuadir e negociar. Que plano de desenvolvimento pessoal, das competências interpessoais, possuem os responsáveis em geral? Líder é o que vibra com o crescimento das pessoas e dos seus projetos, com a sua satisfação e com a felicidade em geral. Liderança não se deve confundir com autoridade. A nossa identidade está no processo de identificação que vamos construindo. O termo identificação em psicologia presta-se a uma certa dificuldade porque é utilizado em dois sentidos:
— Identificação como operação mental de reconhecimento, como atividade gnóstica (gnosis);
— Identificação como movimento construtivo da personalidade. Palavras apressadas não combinam com sabedoria. Os sábios preferem o silêncio. E nos seus poucos dizeres está condensada uma parte inesgotável de sabedoria. A profundidade da fala pede-nos calma.
Ver e ouvir os serviços de notícias das três ou quatro estações de televisão é pena capital. A banalidade reina. O lugar-comum impera. A brutalidade passa por emissão. A submissão ao poder. Falta cultura e escasseia inteligência.