Moçambique | Banco Mundial promove combustíveis fósseis responsáveis pelas Mudanças Climáticas… e pelas calamidades que massacram Moçambique
A bondade internacional na assistência dos moçambicanos, particularmente aqueles que sentiram na pele os ciclones Idai e Kenneth, tende a esconder a responsabilidade que os países mais desenvolvidos tem nas Mudanças Climáticas. O Banco Mundial, doador e financiador do combate a pobreza, é também um dos grandes investidores dos combustíveis fósseis, principais destruidores da camada de ozono do nosso planeta, tendo colocado pelo menos 10 biliões de Dólares nas indústrias do carvão, petróleo e gás natural que operam no continente africano. No nosso país a instituição investiu no gás de Inhambane, no carvão de Tete e está agora a impulsionar o gás natural da Bacia do Rovuma. Questionado porque não investe em energias renováveis em Moçambique o presidente da instituição, David Malpass, disse “ainda estamos a procura” de projectos.
Se dúvidas existiam que Moçambique é um dos países mais vulneráveis às Mudanças Climáticas a tempestade tropical Desmond e os ciclones Idai e Kenneth mostraram que o calor que cada vez sentimos mais, a seca que se prolonga, as chuvas que acontecem em períodos diferentes são alguns dos sintomas de um planeta que está a adoecer há várias décadas.
A causa principal das mudanças no clima no nosso planeta são os emissões de gases que resultam da exploração de combustíveis fósseis como o carvão mineral, o petróleo e mesmo o gás natural. Moçambique é um caso paradoxal, é um dos mais afectados pelos fenómenos extremos da natureza que ocorrem com mais frequência e potencia devido às Mudanças Climáticas no entanto tornou-se num dos principais produtores de carvão mineral e está há poucos anos de tornar-se num dos maiores produtores de gás natural.