Futuro do turismo esteve no centro das atenções durante os dois dias de Fórum Vê Portugal

Futuro do turismo esteve no centro das atenções durante os dois dias de Fórum Vê Portugal

23/05/2019 0 Por Carlos Joaquim

 

O 6.º Fórum Vê Portugal terminou hoje, em Castelo Branco, depois de dois dias de debates vivos e interessantes sobre o turismo interno.

A manhã começou com um painel intitulado “Turismo no Interior do País – Ativos Diferenciadores”. Moderado pelo diretor do jornal Expresso, João Vieira Pereira, contou com intervenções de João Paulo Catarino, secretário de Estado da Valorização do Interior; Ana Abrunhosa, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro; Carlos Filipe Camelo, presidente da Câmara Municipal de Seia e da CIM Beiras e Serra da Estrela; António Fernandes, presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco; e Rodolfo Baldaia de Queirós, presidente da Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior.
Os intervenientes focaram o discurso nos ativos diferenciadores que tornam – ou podem tornar – a região Centro de Portugal atrativa para os visitantes.
João Paulo Catarino destacou as enormes potencialidades do interior do país para atrair turistas. “No interior está a autenticidade do povo lusitano, temos é de continuar a encontrar formas de levar os fluxos de visitantes do litoral para o interior. Todos os territórios têm o seu canhão da Nazaré, é preciso descobri-los”, disse. Isso passa, continuou, por “aumentar os incentivos aos turistas que chegam a Lisboa ou Porto para visitarem outros territórios”. Necessário é também assegurar que “os turistas deixem retorno económico nos locais que visitam, que interajam com os habitantes locais”. “Não queremos que o interior seja apenas uma sala de visitas para quem passa”, frisou.
Ana Abrunhosa realçou os fatores que levam as pessoas a querer visitar as regiões de interior. “Autenticidade, liberdade, recordações, raízes… A maioria dos portugueses tem o coração aqui e quando aqui vêm sentem-se em família”, sublinhou. E são também fatores decisivos para os investidores, considerou: “Quando se investe, o coração é decisivo, não se investe só com uma folha de cálculo. O mais importante são as pessoas”.
Carlos Filipe Camelo frisou o facto de “aqueles que visitam a região da Serra da Estrela começam a fazê-lo todo o ano, o que não acontecia até há pouco tempo”. Isso deve-se “ao trinómio montanha, ambiente e produtos endógenos”, em que esta região é exemplar e que atraem cada vez mais pessoas e durante mais tempo.
Fatores que foram igualmente destacados por António Fernandes. “Temos clima, paisagens, património, sossego, cheiros, museus, património, gastronomia… Falta ligar melhor estes recursos. Felizmente, a oferta começa a ser complementar”, disse. Igualmente importante é o facto de que “o turismo começou a ser uma prioridade dos autarcas. Há uma vontade muito clara nesse sentido”.