Mundo | Ex-banqueira admite culpa no caso das dívidas ilegais de Moçambique mas não implica Credit Suisse

Mundo | Ex-banqueira admite culpa no caso das dívidas ilegais de Moçambique mas não implica Credit Suisse

22/05/2019 0 Por Carlos Joaquim
A antiga vice-presidente da unidade de financiamento global do Credit Suisse admitiu a um juiz norte-americano ter ajudado “a lavar as receitas de actividades criminais, nomeadamente subornos ilegais pagos por uma empresa chamada Privinvest” no âmbito das dívidas ilegais de Moçambique. Contudo Detelina Subeva não apontou nenhuma responsabilidade ao banco suíço o que mantém o ónus de todos os moçambicanos pagarem as dívidas da Proindicus, EMATUM e MAM.
“Concordei, juntamente com outros, em ajudar a lavar as receitas de atividades criminais, nomeadamente subornos ilegais pagos por uma empresa chamada Privinvest e pelo seu representante, Jean Boustani”, disse Subeva esta segunda-feira (20) ao juiz William Kuntz II durante uma sessão do tribunal de Brooklyn, no Estado norte-americano de Nova Iorque.
De acordo com a agência de informação financeira Bloomberg, Subeva explicou ao juiz que o seu chefe, Andrew Pearse, lhe disse que ia transferir 200 mil Dólares norte-americanos para uma conta que ela tinha recentemente aberto, e que vinham de subornos pagos por Boustani e a Privinvest a Pearse, no valor de um milhão de Dólares.
Esses pagamentos ilícitos, que Subeva diz terem sido feitos em 2013, estavam ligados a um empréstimo do Credit Suisse para a Proindicus, a primeira das três estatais que contraíram dívidas de 2,2 biliões de Dólares norte-americaos com Garantias Soberanas emitidas violando a Constituição de Moçambique.