O terrorista Cesare Battisti e seus protetores

29/03/2019 0 Por Carlos Joaquim
O terrorista vermelho Cesare Battisti, interrogado na prisão de Oristano pelo Procurador de Milão, Alberto Nobili, admitiu todas as acusações dirigidas a ele, especificamente os quatro assassinatos, incluindo dois dos quais ele foi executor — afirmou em entrevista coletiva o promotor Francesco Greco.
Quatro crimes cometidos fisicamente por Battisti: o do policial penitenciário Antonio Santoro, morto em Udine (6-6-1978), pelo fato de ter “perseguido prisioneiros políticos”; o do joalheiro Pierluigi Torregiani e do comerciante Lino Sabbadin, que fazia parte do Movimento Social Italiano, ambos mortos em 16-2-1979, o primeiro em Milão e o segundo em Mestre, pelo fato de “terem se armado contra os ladrões, eram milicianos do lado do Estado e deviam ser punidos”.
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Por fim, a morte de Andrea Campagna, agente da Digos, que Battisti matou a tiros em Milão, no dia 19 de abril de 1978. O representante dos proletários armados pelo comunismo (PAC) também admitiu ter ferido mais três pessoas: Giorgio Rossanigo, um médico da prisão de Novara que era “muito rigoroso em relação aos prisioneiros políticos”; Diego Fava, médico da Alfa Romeo que “não liberou certificados para trabalhadores politizados”; e Antonio Nigro, guarda da prisão de Verona.
Respondendo ao Procurador que lhe havia perguntado quem o havia ajudado em suas fugas, Battisti disse que do exterior, “partidos, intelectuais e o mundo editorial” de quem recebeu “apoio ideológico e logístico. E fizeram isso por razões ideológicas e solidárias. Não sei se essas pessoas já se perguntaram se eu era responsável pelo que fui condenadoPara muitos não era o problema”, mas “também fui apoiado porque me declarei inocente, e em muitos países uma condenação à revelia é impensável e porque dei a ideia de um combatente da liberdade”.
Quando o promotor perguntou se ele teria mais alguma coisa a dizer, Battisti respondeu: “Peço desculpas aos familiares das pessoas que matei ou feri. A luta armada foi desastrosa e quebrou a revolução social, cultural e positiva que começou em 68. Para mim e para outros foi uma guerra justa, hoje me sinto desconfortável em reconstruir momentos que só podem provocar minha revisão. Falar sobre luta armada hoje é algo sem sentido para mim” (“Corriere della Sera”, 25-3-2019).