Espetáculo juntou cerca de 700 pessoas no Multiusos de Febres. Musical de Amália deu início ao XXIII Ciclo de Teatro Amador de Cantanhede

Espetáculo juntou cerca de 700 pessoas no Multiusos de Febres. Musical de Amália deu início ao XXIII Ciclo de Teatro Amador de Cantanhede

06/02/2023 0 Por Carlos Joaquim

Foi com o musical Amália, Dona de Si – o Musical, que iniciou o XXIII Ciclo de Teatro Amador de Cantanhede, que até abril levará 17 grupos e mais de 300 atores a diversos palcos do concelho. O certame, recorde-se, foi interrompido em 2020 e não se realizou nos dois anos seguintes, devido à pandemia da Covid-19.

O Multiusos de Febres foi o palco escolhido para este arranque, com um espetáculo construído em torno dos episódios mais marcantes da vida e do legado de Amália Rodrigues.

Ao intervir na abertura do ciclo de teatro, a presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Helena Teodósio, começou por agradecer “às centenas de pessoas dos 17 grupos que durante 3 meses irão percorrer o concelho a mostrar a sua arte”, recorrendo a uma conhecida frase do dramaturgo alemão Bertolt Brecht para os elogiar. “Há homens que lutam um dia e são bons. Há outros que lutam um ano e são melhores. Há os que lutam muitos anos e são muito bons, mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis”, citou, adiantando: “vocês são estes imprescindíveis e quero agradecer-vos, pois utilizam o vosso tempo em prol dos outros, do nosso bem-estar”.

A autarca acredita que esta será uma edição inesquecível, também porque marca o regresso das artes cénicas e do convívio que estas proporcionam. Mas não só. “O que se pretende é a partilha de experiências, quer no que diz respeito ao desenvolvimento artístico e técnico das produções teatrais, quer no que tem a ver com a formação de novos públicos”, adiantou, antes de entregar de uma lembrança aos grupos participantes.

O espetáculo Amália, Dona de Si – o Musical deixou rendida uma plateia com cerca de 700 espetadores, onde além do executivo municipal também marcaram presença o presidente da Assembleia Municipal, João Pais de Moura, e diversos autarcas de freguesia.

A dramaturgia e a encenação deste musical tiveram a assinatura de Jaime Monsanto e a interpretação esteve a cargo do ator Diogo Carvalho, que surgiu em palco acompanhado por Pedro Ferreira, ao piano, e Ricardo Silva, na guitarra portuguesa. A voz de Amália, extraída de gravações, foi um dos elementos-chave no desenrolar da ação.

A apresentação de Amália, Dona de Si – o Musical contou com a organização do Município de Cantanhede, em parceria com a Gira Sol – Associação de Desenvolvimento de Febres.

Grupos Participantes

– Grupo de Teatro “As Fontes do Zambujal” – Associação Juvenil do Zambujal e Fornos

– Grupo de Teatro Experimental “A Fonte” – Murtede

– Grupo de Teatro, Arte e Cultura da Associação Musical da Pocariça

– Grupo de Teatro “Renascer” do Centro Social de Recreio e Cultura da Sanguinheira

– Grupo de Teatro Cordinha d’Água do Grupo Folclórico “Os Lavradores” de Cordinhã

– Grupo de Teatro Amador da Tocha da Associação Recreativa e Cultural 1.º de Maio

– Grupo de Teatro Amador da União Recreativa de Cadima

– Grupo de Teatro da ACDC – Associação Cultural e Desportiva do Casal

– Grupo de Teatro da Associação do Grupo Musical das Franciscas

– Grupo de Teatro S. Pedro, Cantanhede

– “Novo Rumo” – Teatro de Amadores de Ançã

– Pequenas Vozes de Febres

– Grupo de Teatro “Os Esticadinhos”

– Grupo Cénico do Clube União Vilanovense

– Bombarda – Companhia de Teatro

– Grupo Resistência Teatro e Produções – Associação Cultural e Recreativa de Cordinhã

– Ekos – Grupo de Teatro (Associação Orfeão Vox Caeli de Cantanhede