Opinião | Gênese, desenvolvimento e ocaso da “Nobreza da terra”

Opinião | Gênese, desenvolvimento e ocaso da “Nobreza da terra”

27/05/2019 0 Por Carlos Joaquim
O admirável livro do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, Nobreza e elites tradicionais análogas nas alocuções de Pio XII ao Patriciado e à Nobreza romana (1993)alcançou grande repercussão em diversos países da Europa e nas três Américas.
Um importante apêndice da obra trata da nossa História, sob o título “No Brasil Colônia, no Brasil Império e no Brasil República: gênese, desenvolvimento e ocaso da ‘Nobreza da terra’– O papel da incorporação de elementos análogos à nobreza originária”.
Neste artigo, faremos uma síntese dessa parte da obra de Plinio Corrêa de Oliveira, que é um estudo de caráter histórico e sociológico, baseado em renomados autores. Num artigo anterior, resumimos a formação das elites no Brasil Colônia, e neste apresentamos o desenvolvimento dessas elites no Império e na República.
A “Nobreza da terra” perante o rei e a nobreza da Metrópole
No Brasil Colônia, a elite que assumiu as características de uma aristocracia em formação, ou já formada, passou a ser chamada correntemente “Nobreza da terra”. Perante ela que se ia constituindo na Colônia, qual foi a atitude dos Reis de Portugal, da Corte e da nobreza lusas?
O senhor de Engenho era um título de nobreza entre fidalgos do Reino, que introduzia, por si mesmo, nos quadros da nobreza e do poder. Não se deve deduzir daí que o senhor de Engenho estava dotado, do ponto de vista nobiliárquico, de uma situação tão precisa e inequívoca, nem da atribuição de funções públicas tão definidas, quanto a nobreza, propriamente dita, de Portugal.