Mundo | HCB lança OPV de apenas 2,5 por cento do seu capital… para cumprir promessa de Nyusi

Mundo | HCB lança OPV de apenas 2,5 por cento do seu capital… para cumprir promessa de Nyusi

22/05/2019 0 Por Carlos Joaquim
A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) lançou nesta segunda-feira (20) a Oferta Pública de Venda (OPV) das suas acções numa corrida contra o tempo para garantir o cumprimento da promessa de Filipe Nyusi, que está a pouco meses de terminar o seu 1º mandato. Porém ,em vez dos 7,5 prometidos em 2017 pelo Chefe de Estado, estarão disponíveis na Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) apenas 2,5 por cento do capital social da HCB cujos Administradores deram a entender não estarem muito preocupada com o valor que poderão obter dessa venda que é destinada apenas a cidadãos e empresas nacionais.
Enfim arrancou o processo público que irá culminar a 12 de Julho com a admissão da Hidroeléctrica de Cahora Bassa na Bolsa de Valores de Moçambique. “Tem início hoje o processo de comunicação, divulgação desta operação, estendendo-se por um período de 4 semanas, a partir de 17 de Junho até 12 de Julho de 2019, todos os cidadãos, empresas e instituições nacionais com apetência e que sejam elegíveis poderão fazer a sua subscrição para a compra de acções da HCB”, declarou o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa, Pedro Couto.
Esta OPV, que segundo Couto pretende alcançar “maior inclusão económica dos moçambicanos e acrescentar valor a expressão muito conhecida Cahora Bassa é nossa” e tornar a empresa “, é apenas para moçambicanos que sejam trabalhadores da HCB, pequenos investidores singulares, grandes investidores singulares, empresas onde os capitais nacionais sejam superiores a 50 por cento e fundos de pensão.
O custo inicial de cada acção é de 3 Meticais. Investidores da BVM ouvidos pelo @Verdade garantem que é um bom investimento, a possibilidade de lucro é garantido e muito grande, comparando por exemplo com empresas de dimensão bem menor mas cujas acções estão hoje cotadas em 160 Meticais, caso das Cervejas de Moçambique, ou 900 Meticais, que é quanto valorizaram cada acção da Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos.