12ª edição Apps for Good: Escola Secundária de Gafanha da Nazaré conquista 3º lugar na categoria Ensino Secundário com o projeto Black Glove
A Escola Secundária de Gafanha de Nazaré em Ílhavo conquistou o terceiro lugar na categoria Ensino Secundário – entregue pelo parceiro Deloitte – na final da 12º edição do Apps for Good com o projeto Blacl Glove. Alinhada com o ODS 10 — Reduzir as Desigualdades, esta app ligada a uma luva inteligente que traduz linguagem gestual e Braille em tempo real, promove a autonomia comunicacional de pessoas surdas, cegas e surdocegas.
Na final da 12ª edição do Apps for Good estiveram mais cinco escolas, que competiram em diversas categorias e com projetos que respondiam a desafios de diferentes ODS. No âmbito do ODS 3 — Saúde de Qualidade, a Escola Profissional de Aveiro apresentou o DoctSupport, uma aplicação com um robô inteligente de triagem hospitalar que mede sinais vitais automaticamente, reduz tempos de espera, alivia as equipas médicas e melhora a priorização clínica através de inteligência artificial. Alinhadas com o ODS 10 — Reduzir as Desigualdades, esteve, além da vencedora, a solução GoAble, da Escola Secundária Adolfo Portela, em Águeda, que ajuda pessoas com mobilidade reduzida a encontrar estabelecimentos acessíveis próximos, através de um mapa interativo, navegação integrada e avaliações verificadas pela comunidade. A Escola Secundária de Albergaria-a-Velha concorreu com a Logiox, no âmbito do ODS 11 — Cidades e Comunidades Sustentáveis. A aplicação de estimulação cognitiva inclui minijogos de memória, lógica e reflexos, destinados a jovens, adultos e idosos em lares, permitindo acompanhar o desempenho dos utilizadores e aceder à plataforma em diferentes dispositivos. Já a Escola Profissional Vasconcellos Lebre, apresentou a S.O.S. – Safety on Sight, associada ao ODS 16 — Paz, Justiça e Instituições Eficazes. A app permite alertar contactos e entidades, partilhar a localização em tempo real e aceder a medidas de proteção, combinando prevenção e resposta rápida em situações de emergência
A final da 12ª edição do Apps for Good reuniu os projetos de alunos do ensino básico, secundário e pela primeira vez, do ensino superior, foram premiados os melhores projetos e propostas inovadores que respondem aos desafios reais nas áreas da educação, saúde, igualdade de género, indústria, inovação, sustentabilidade, ação climática, cidades e comunidades sustentáveis, erradicação da pobreza, justiça e instituições eficazes.
A 12ª edição do Apps for Good, contou com a participação de 188 escolas e envolveu 396 professores, dos quais 60% já haviam participado em edições anteriores, o que revela a continuidade e o reconhecimento do valor do Apps for Good. O programa evolveu 3.816 alunos ao longo de todo o ano letivo dos quais 46% foram raparigas, o que confirma o crescente envolvimento e participação em projetos desta natureza. Estes números revelam um crescimento do projeto em todos os campos (número de escolas, professores e alunos) face à 11ª edição, o que vem comprovar o sucesso desta iniciativa no panorama educativo português.
Na vertente de ensino superior, que se realizou este ano pela primeira vez, participaram 9 instituições de ensino, 500 alunos e 20 professores, com 93% dos projetos a serem desenvolvidos na área da educação. Esta forte adesão ao projeto vem confirmar a aposta inovadora do CDI Portugal em alargar o projeto ao Ensino Superior, numa iniciativa pioneira da rede internacional Apps for Good.
Ao longo dos seus 12 anos de existência, o Apps for Good já envolveu mais de 35 mil alunos, 1.800 professores e 800 escolas, responsáveis pela criação de milhares de soluções tecnológicas. O impacto do programa vai além da dimensão técnica, contribuindo para o desenvolvimento de competências como criatividade, pensamento crítico, liderança, colaboração e comunicação, bem como para uma maior vontade dos participantes de contribuírem para um mundo melhor.
João Baracho, Diretor-Executivo do CDI Portugal, sublinha que “A final do Apps for Good mostrou-nos que há uma geração pronta para olhar para os desafios das suas comunidades não como problemas sem solução, mas como oportunidades para criar e agir. Ao longo deste percurso, os alunos desenvolveram aplicações, mas desenvolveram sobretudo confiança, pensamento crítico, capacidade de colaboração e a consciência de que a tecnologia só cumpre verdadeiramente o seu propósito quando está ao serviço das pessoas. É esta passagem de consumidores a criadores que queremos continuar a promover nas próximas edições”, sublinha João Baracho.
*Mafalda Gomes
Account Director
