II Fórum LGBTQI+ no próximo fim de semana em Coimbra
O movimento LGBTQI+, juntamente com o feminista, têm sido reconhecidos como os grandes protagonistas da reação internacional ao crescimento do conservadorismo e da extrema-direita.
Em Portugal, há mais de 20 anos que as marchas do orgulho não param de crescer, constituindo o maior e mais descentralizado fenómeno de mobilização coletiva, trazendo às ruas dezenas de pessoas por todo o território. As marchas têm vindo a articular agendas políticas, conjugando a luta pela liberdade com a luta contra todas as formas de opressão e de exploração. Ao mesmo tempo que são cada vez mais críticas, são também mais festivas, por fazerem da celebração um protesto e da reivindicação uma festa, e por serem uma afirmação coletiva do poder do encontro no espaço público.
Porém, o caráter político e contestatório do Orgulho LGBTQI+ tem-se confrontado com a crescente apropriação das bandeiras de luta por parte do mercado, que tentam destituir o protagonismo político da comunidade. É, então, necessária a existência coletiva de uma perspetiva anticapitalista e emancipatória, capaz de fazer frente à lógica liberal, identitária e mercantilista que se tenta apropriar dos nossos espaços.

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