Valores quase duplicaram no segundo semestre do ano. Cantanhede recolheu 187 toneladas de biorresíduos em 2024

Valores quase duplicaram no segundo semestre do ano. Cantanhede recolheu 187 toneladas de biorresíduos em 2024

05/02/2025 0 Por Carlos Joaquim

O sistema de recolha seletiva de biorresíduos, que inclui resíduos alimentares, de jardim e verdes, registou um total de 187 toneladas em 2024, com o pico a atingir no mês de julho, durante o qual foram recolhidas um total de 24 toneladas.

Iniciado em julho de 2023 em algumas freguesias de Cantanhede, este novo sistema operado pela INOVA-EM apenas ficou acessível a todo o concelho no início de 2024.

Concluído este primeiro ano de atividade, constata-se uma curva ascendente muito positiva no registo de recolhas mensais. Curiosamente, o mês de julho marcou a transição de recolha para mais do dobro face ao mês anterior, em que foram registadas apenas 11,5 toneladas. Já o mês de agosto contou com um saldo de recolha de 23,7 toneladas.

Este aumento coincidiu com a Expofacic, num contexto em que houve uma forte divulgação junto dos operadores, nomeadamente tasquinhas e restaurantes, e com um sistema de recolha diário que surpreendeu, positivamente, toda a organização”, refere o presidente do conselho de administração a INOVA-EM, Pedro Cardoso.

Entre os meses de agosto e dezembro, os valores mantiveram-se na ordem das 18 toneladas mensais, face a uma média de 11 toneladas no primeiro semestre do ano.

Pedro Cardoso diz que, uma vez mais, “a Expofacic demonstrou a sua importância mobilizadora, neste caso enquanto privilegiado canal de comunicação pedagógica para se chegar a uma considerável franja da nossa população”.

As campanhas de sensibilização tiveram um efeito muito positivo e agradecemos o civismo e a grande adesão à correta separação dos resíduos, não só durante o evento, mas também nos meses seguintes, em que constatamos um incremento muito positivo nas recolhas”, acrescentou.

Ainda de acordo com este responsável, “é vital para Cantanhede explorar o potencial transformador destes resíduos orgânicos, rentabilizá-los e valorizá-los, sobretudo se levarmos em conta que a capacidade disponível nos aterros em Portugal é de apenas 14%”.

Trata-se de uma situação alarmante, um desafio que exige uma mobilização de todos os agentes, públicos e privados, de forma a garantir que o país se aproxima das metas europeias e assegura uma gestão eficiente dos seus resíduos”, concluiu.

O sistema de recolha seletiva de biorresíduos está disponível de forma gratuita. Para tal, basta efetuar o respetivo registo na sede da INOVA-EM ou no Ecocentro Municipal, para obter a chave de aos contentores dedicado