O vírus da Revolução mata o corpo e a alma

O vírus da Revolução mata o corpo e a alma

02/07/2020 0 Por Carlos Joaquim
  • Carlos Vitor Santos Valiense
Uma noticia muito chocante viralizou na internet: um homem, durante uma discussão, foi morto pelo gerente de um supermercado por ter-se negado a usar máscara.*
Não narrarei o fato em seus mínimos detalhes, mas apenas o foco principal: “a briga por causa de uma máscara resultou em uma morte”.
Apesar de essa notícia ainda ser considerada chocante para muita gente, a coisa está ficando diferente. Aquele rapaz, aquela mocinha que luta pela “democracia” publicou foto com os dizeres: “sou estudante e antifascista”; “sou mulher e antifascista”; “sou isso, aquilo, aquilo outro e sou antifascista”. Esses mesmos, por sua vez, dizem: “esse aí, sem mascara, mereceu morrer, ele ia contaminar o supermercado inteiro, colocou em risco a coletividade; fascista, merece morrer! Atira nele, pouuu!”. Isso é sinistro.
Acredito que a Revolução conseguiu em três meses colocar literalmente o mundo em uma maca de hospital, na maior crise sanitária dos últimos tempos, a qual, ainda pior, afetou as almas, como veremos adiante.
O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, falando em uma reunião no dia 8 de novembro de 1971 sobre “Epidemias comunistas”, fez a seguinte suposição: “Se alguém conseguisse provar — o que, aliás, não é verdade, mas se houvesse uma prova disso — que o comunismo espalha epidemias, o partido comunista ficava reduzido a zero, porque toca num dos ídolos, que é a saúde.” Em tempos de coronavírus essa suposição é prenhe de verossimilhança.
A crise causada pelo Comunavírus não só colocou a população em uma prisão domiciliar, mas levou os sacramentos católicos de volta às catacumbas.
Presenciamos hoje, da pior forma possível, algo que nos seria dado conhecer somente através dos livros que narram a história dos mártires dos primeiros séculos. Os católicos que enfrentavam então as arenas, que eram mortos pelos leões, queimados vivos e esquartejados, ficariam hoje trancados em suas casas, porque o valor supremo passou a ser a vida.
O martírio, então, nem se diga. Segundo a esquerda dita católica, já existem muitos mártires: mártires sem-terra, mártires das favelas, mártires LGBT, mártires das calçadas etc. Esses seriam os verdadeiros mártires que importam nos tempos de fascismo.
Sacramentos? Para quê? “Somos uma igreja doméstica, o sonho do pontificado de João Paulo II está se realizando”, dirá uma freira comunista. Missa pela internet, catequese por live, comunhão na sacolinha, confissão por videoconferência ou no estilo protestante, “confesse-se diretamente com Deus”. Água benta? Nem pensar, álcool gel, já!
Quantos mortos sem os sacramentos? Já pararam para pensar? Quantos ficaram sem a assistência da Igreja no seu momento crucial, naquele momento para o qual rezamos na Ave Maria: “rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte”.
Já pararam para pensar? A crise não é somente sanitária, é um reflexo de uma crise muito maior, é uma crise de fé. Os ministros de Deus são impedidos de realizar o seu oficio sagrado não somente pelas autoridades civis; impedem-nos — por exemplo, de reabrir as igrejas — as próprias autoridades eclesiásticas… em nome da vida.
O Prof. Plinio também dizia: “Quando a cúpula de São Pedro balança, o mundo também balança”, ou seja, a crise na sociedade é um reflexo da crise na Igreja.

Esta pandemia do vírus chinês está mostrando ao mundo não apenas o poder e a protuberância da Revolução, mas também sua notória influência sobre a estrutura eclesiástica. Está mostrando que a Revolução mata não apenas o corpo, mas também a alma.

ABIM

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