Pinto da Costa elege “recuperação financeira” do FC Porto como prioridade

Pinto da Costa elege “recuperação financeira” do FC Porto como prioridade

09/06/2020 0 Por Carlos Joaquim
O reeleito presidente do FC Porto, Pinto da Costa, para o 15.º mandato consecutivo de um ciclo iniciado há 38 anos, elegeu na segunda-feira a “recuperação financeira do clube” como um dos objetivos principais para o quadriénio 2020/2024.
Numa entrevista ao Porto Canal, Pinto da Costa, de 82 anos, defendeu ainda a alteração dos estatutos do clube, que no seu entender “estão ultrapassados”, para o que irá criar uma comissão, e o desejo de construir uma cidade desportiva.
Eleito com 68,65 por cento dos 8.480 votos expressos, numa das eleições mais concorridas de sempre, que decorreu em dois dias, devido à pandemia de covid-19, Pinto da Costa afirmou ter ficado “impressionado” com o número de votantes e com a forma como a eleição decorreu.
Pinto da Costa achou “normal” que uma percentagem dos sócios tenha votado em José Fernando Rio (26,44%) e Nuno Lobo (4,91%), opção que respeita e que atribui a “algum desgaste, num momento difícil e delicado, de 38 anos de presidência”.
O dirigente, que é o mais antigo e titulado no mundo, com 1.274 títulos em todas as modalidades, dos quais 61 no futebol, reafirmou que Sérgio Conceição é o seu treinador e, por sua vontade, prolongava o vínculo contratual já amanhã.
“Já tive aqui um treinador que estava na cadeira de sonho [André Villas-Boas] e desapareceu”, disse.
Duas das caras novas na direção são as de Vitor Baia, que irá integrar uma comissão virada para o futebol profissional, e Fernando Gomes (bi-bota), para a área da formação, que Pinto da Costa considerou dois ídolos e duas mais-valias.
Pinto da Costa disse ainda que o atual presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Pedro Proença, é o seu candidato, caso pretenda ir a votos, e considerou uma “brincadeira” e uma “aberração” falar no nome de Luís Duque.
“Pedro Proença transformou uma Liga praticamente falida e fez coisas fantásticas. Pôde chegar a esta altura e ajudar os clubes de II Liga com mais de 1,5 milhões de euros de um fundo de reserva”, considerou o reeleito presidente.
O dirigente frisa que a sua opinião é partilhada pela maioria dos clubes, como ficou patente na Assembleia Geral desta segunda-feira, em que foi inequívoco o apoio ao “trabalho brilhante” de Pedro Proença, bem como ao projeto de modelo de governação por si apresentado.