Onda conservadora manifesta oposição a um governo mundial

Onda conservadora manifesta oposição a um governo mundial

08/06/2020 0 Por Carlos Joaquim

Por trás da pandemia vai surgindo o espectro de uma ditadura para implantar uma “nova ordem mundial”. Simultaneamente cresce a oposição à globalização, bem caracterizada no Brasil, nos EUA e na Igreja.

Adolpho Lindenberg
Aatual pandemia está sendo utilizada pelos agentes da globalização para alegar que, por serem universais, os grandes males que nos atingem precisam ser sanados por uma entidade supranacional. Algo parecido com uma ONU, só que com mais poderes. A globalização, em seu início, apresentou-se como mero processo político de integração de países, mas recentemente tornou-se um instrumento para os que almejam uma nova ordem mundial orquestrada por um governo supranacional.
Esse intuito, porém, está sendo contestado por um movimento ético-político recente, diversificado, difícil de ser definido, que muitos classificam como “onda conservadora”. Na Europa, as pessoas não suportam mais as ingerências descabidas da União Europeia nos governos de seus países. E multiplicam-se nos Estados Unidos as reações contra o movimento globalizante e os intuitos reformistas do Papa Francisco. Talvez possam auxiliar a compreensão do fenômeno os qualificativos “saturação” e “inconformidade” da população, em relação às propostas revolucionárias.
Até recentemente, a globalização, por ser incentivada pela mídia e pelo establishment, parecia incoercível. Mas hoje ela tem despertado reações dos que a julgam uma ameaça às soberanias nacionais e à privacidade das pessoas. No Brasil, temos um exemplo na intenção de entidades ligadas à ONU — no caso a OMS (Organização Mundial da Saúde) — de se sobreporem ao nosso governo, obrigando-o a aceitar suas diretrizes no combate ao coronavírus.
A instauração de um governo mundial tem sido denunciada por numerosos autores católicos como um projeto de inspiração revolucionária. Entre eles figura o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, que assim se expressa num de seus magistrais ensaios: “Como prefigura de um Governo Mundial, a ONU almeja a mistura de todas as raças, de todas as nações e de todas as línguas para formar um tipo humano já anunciado — o homem pardo da ONU. O homem pardo professará também uma religião que será ecumênica, uma mistura sincrética e eclética de todas as religiões”.