Coronavírus não consegue frear agropecuária nem caminhões

Coronavírus não consegue frear agropecuária nem caminhões

29/05/2020 0 Por Carlos Joaquim
Hélio Brambilla
Seria faltar com o dever de justiça não nos lembrarmos dos heroicos agentes de saúde que não pararam um só instante. Alguns chegaram a praticar jornadas de 12 a 14 horas para salvar vítimas da pandemia. Para esses, alguma cobertura da imprensa houve. Cito o fato emocionante de dois filhos que no dia das mães colocaram capas de plástico e máscara e abraçaram de modo caloroso a mãe médica.
O que não vimos, e isso precisa ser reparado de algum modo, foi a atenção da mídia em relação ao produtor rural que continuou no batente de sol a sol, e muitos até nos domingos, pois há certas profissões que não podem parar, daí a cançoneta “pobre do leiteiro coitado, não conhece descanso, nem domingo, nem feriado”.
Quais cavaleiros andantes, os caminhoneiros não podem deixar de ser lembrados, pois basta substituir a palavra ‘leiteiro’ por ‘caminhoneiro’ que o verso se adapta. Com o fechamento dos postos de gasolina e restaurantes às margens das estradas, chegaram a ficar sem comida e banho. Já comparamos, em outra ocasião, o produtor rural e o caminhoneiro a irmãos siameses. Afinal, um não vive sem o outro.
Até um jornal citou palavras de um líder caminhoneiro que estava se ressentindo muito da quarentena, pois seus liderados traziam alimentos para as cidades, mas não encontravam frete de retorno em função de as indústrias estarem paradas por decisões de governadores e prefeitos inescrupulosos. Com efeito, eles têm se mostrado mais politiqueiros combatendo o governo Bolsonaro que trabalhando em benefício de seus eleitores.
Como se encontram cerceados pela vigilância do governo federal em relação aos seus costumeiros assaltos aos cofres públicos, muitos políticos se aproveitam de uma desgraça momentânea para declarar, com razão ou sem razão, ‘estado de calamidade pública’ em seus estados ou municípios, e assim poderem sem a devida licitação superfaturar as suas compras… A população que se arruíne! Afinal, eles têm um patrimônio a zelar!
Se esses políticos não quisessem o contágio, não teriam liberado o carnaval em São Paulo, no Rio e em outras cidades do País. A Fiocruz (“O Estado de S. Paulo” 12-5-20) atestou oficialmente que o vírus já estava presente no Brasil no início de janeiro. Na verdade, esses governadores e prefeitos deveriam passar por um tribunal e serem julgados na forma da lei, e sendo culpados, presos por crime de lesa-pátria, lesa-estado e lesa-vidas.
O jornal “El Pais” (24-5-20) indicava um total de 22.666 óbitos no Brasil. Pesquisa por Estados da Federação, em que governadores de esquerda liberaram o carnaval, apesar do vírus já estar grassando no Brasil, representou, até 24-5-20, o total de 87% dos óbitos por coronavírus.