Livro de sinólogo suíço afirma que a luta insanável entre as tradições políticas chinesa e europeia vai definir o futuro do mundo
Enquanto a população mundial tenta sanar a maior crise sanitária do século, Jean François Billeter olha para o futuro com expectativa. Mas que futuro? Quem vai liderar o mundo nesse futuro? A China? Que perigos antidemocráticos encerra hoje a poderosa China? Questões emergentes no debate global abordadas pelo reputado sinólogo suíço no livro Porquê a Europa: Reflexões de Um Sinólogo. A ameaça do gigante do Extremo Oriente, os alertas de Hong Kong e Taiwan e o desafio da Europa de travar o regime de Xi Jinping, inspirado pela história de imperialismo milenar da China, numa obra vibrante que chega a Portugal no próximo dia 2 de Junho, com a chancela da Guerra e Paz, Editores.
Numa altura em que se discute a origem do novo coronavírus, o sinólogo suíço Jean François Billeter afirma que a ameaça da China é política e não sanitária. Uma tradição histórica imperial que oprime as forças de progresso chinesas e ameaça a democracia europeia. Esta é uma das conclusões a tirar do ensaio Porquê a Europa: Reflexões de Um Sinólogo, que chega agora às livrarias portuguesas.
Este livro, afirma Billeter, está «ao lado dos Chineses, inaudíveis hoje, que pensam que a China não avançará se não efectuar um balanço crítico do seu passado». Porquê a Europa mostra o conflito entre dois sistemas inconciliáveis, o chinês e o europeu, que nós europeus corremos o grave risco de perder com consequências graves, tanto para nós, como para as forças progressivas chinesas.
O livro condensa, com brilhantismo, três milénios de história e de tradição filosófica chinesas. O actual poder invoca o grande passado do Império do Meio e procura bloquear qualquer crítica com o argumento de que a China só pode ser julgada pelos critérios das suas próprias tradições.
Tradições das quais as forças do progresso chinesas se tentam afastar há mais de um século, baseando-se na tradição europeia de liberdade e de democracia. O sucessivo esmagamento dessas forças é a tragédia da China, que uma vez mais o actual poder de Pequim repete, fazendo com que a obediência se converta na segunda natureza dos seus súbditos.
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