Maioria dos docentes dá aulas por videoconferência e admite trabalhar mais

Maioria dos docentes dá aulas por videoconferência e admite trabalhar mais

26/05/2020 0 Por Carlos Joaquim
O inquérito é da Universidade Nova de Lisboa, sobre o ensino à distância a 2.647 professores inquiridos.
Quase 90% dos professores está a utilizar as plataformas de videoconferência para dar aulas à distância no 3.º período, e maioria admite trabalhar mais horas com o novo modelo de ensino.
Segundo os resultados preliminares de um inquérito da Universidade Nova de Lisboa, sobre o ensino à distância, os 2.647 professores inquiridos dizem trabalhar, em média, mais 11 horas por semana e 88% afirmam dar aulas através de videoconferência.
Entre aqueles que não optaram por esta ferramenta estão, sobretudo, educadores do pré-escolar (cerca de 44% de educadores) e do primeiro ciclo (cerca de 14%).
A adesão dos alunos tem sido positiva, segundo os docentes que responderam ao inquérito do Centro de Economia da Educação da Faculdade de Economia (Nova SBE) entre 05 e 19 de maio, e aqueles que utilizam as plataformas de videoconferência afirmam que 86% dos seus alunos assiste às aulas.
Por outro lado, os docentes avaliam em 4,5 (numa escala de 1-7) a capacidade de apreensão da matéria por parte dos alunos nestas aulas síncronas, em que a assiduidade e participação são dois dos critérios de avaliação adotados pela maioria dos professores (67,7% e 64,8%), além da recolha de trabalhos de casa (84,1%).