Movimento de Rui Moreira considera redução de rotas da TAP “insultuosa” para a região

Movimento de Rui Moreira considera redução de rotas da TAP “insultuosa” para a região

02/05/2020 0 Por Carlos Joaquim
O ‘Porto, o Nosso Movimento’, movimento independente liderado pelo presidente da Câmara do Porto, considerou hoje “insultuoso” para a região que a TAP “enquanto pede dinheiro público para sobreviver” planeie retomar atividade “com uma desproporção no número de rotas”.
Num comunicado que tem como título “TAP ‘regional’ com dinheiros públicos não”, o movimento sublinha estar ao lado de Rui Moreira na defesa “da região do país que mais contribui para a economia nacional”, reagindo assim a uma notícia de sexta-feira do Jornal de Notícias que dá conta de que a TAP vai retomar a atividade – interrompida pela pandemia da covid-19 – com 71 rotas a partir do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, e com apenas três com partida do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, na Maia, distrito do Porto.
“A TAP é uma empresa semi-pública. Quer isto dizer que, metade do seu capital, resulta do esforço de todos os portugueses com os seus impostos. Para regressar à operação, no âmbito da crise que vivemos, precisa que o Estado aumente a sua participação, entrando com mais dinheiro público para o seu capital ou garantindo dívida com aval soberano. De uma forma ou de outra, usando o que é dos contribuintes”, lê-se no comunicado do ‘Porto, o Nosso Movimento’.
O movimento considera que “a manutenção de uma companhia de bandeira, suportada com dinheiro público, não é uma inevitabilidade”, apontando que “foi uma opção do Governo, com o apoio dos partidos à sua esquerda”, para concluir: “Como a privatização, mal desenhada, tinha também sido uma opção do Estado”.
Assim, para o ‘Porto, o Nosso Movimento’, “socorrer a TAP com dinheiros públicos” agora “pode ser necessário, se Portugal quiser continuar a ter uma companhia de bandeira para fazer serviço público”. Contudo, esta associação cívica diz não aceitar que “esse serviço público, sustentado por dinheiros públicos, seja concentrado num único aeroporto, favorecendo uma única região”, referindo-se à zona de Lisboa em detrimento do Norte.