Costa sobre o desconfinamento: “Se as coisas começarem a correr mal, nós temos que dar um passo atrás”
O primeiro-ministro, António Costa, avisou que “se as coisas começarem a correr mal” com a pandemia de codiv-19 serão dados “passos atrás” nas medidas de desconfinamento.
“Se as coisas começarem a correr mal, nós temos que dar um passo atrás. Daremos sempre os passos que forem necessários para proteger a segurança. Esperamos que sejam para a frente, mas se tiverem de ser para trás, assim serão”, assegurou.
O chefe do Governo lembrou que, conforme as medidas de desconfinamento forem existindo, “o risco de contaminação aumenta automaticamente” e que, por isso, se deve “manter sempre esse risco de contaminação controlado”.
Falando aos jornalistas em Paços de Ferreira, no distrito do Porto, onde visitou uma empresa de confeções que está a produzir 100 mil máscaras por dia, Costa insistiu na necessidade de os portugueses manterem a “autodisciplina” no contexto de desconfinamento que se vai seguir.
“Isto só vai correr bem se as pessoas se sentirem seguras, se tiverem confiança e a disciplina de ajudarem os outros a sentir-se seguros”, acentuou.
O primeiro-ministro referiu que o Governo está a ver com cada setor de atividade “quais são as normas de higiene no local de trabalho, de higienização no transporte para o local de trabalho e de proteção individual de cada um dos trabalhadores, que permitam à economia retomar o maior ritmo da sua atividade”.
Anotou, depois, que esse processo nunca poderá “pôr em causa aquilo que é fundamental, que é o controlo da pandemia”, concluindo: “A fase seguinte é podermos aprender como vamos retomando a nossa vida do dia a dia, passando a conviver, até haver vacina, com o vírus”.
Setores que reabrirão dia 4 só serão definidos na quinta-feira
O primeiro-ministro disse hoje que os setores da economia que vão retomar a atividade no dia 04 de maio e nas quinzenas seguintes só serão definidos no Conselho de Ministros de quinta-feira.
“Só no dia 30 é que o Conselho de Ministros anunciará qual o calendário de reabertura de um conjunto de atividades”, afirmou António Costa, em declarações aos jornalistas.
O chefe do Governo informou que, antes do conselho de ministros, haverá a habitual reunião no INFARMED, onde os cientistas da Direção-Geral da Saúde falarão da evolução da pandemia de codiv-19.
“Isso é fundamental para sabermos qual o calendário e que medidas adotar para ir melhorando o nível de desconfinamento”, indicou.
Ainda antes da reunião do Governo de quinta-feira, António Costa vai falar, na quarta-feira, com representantes dos parceiros sociais e dos partidos com assento parlamentar.
O primeiro-ministro disse hoje ser intenção do Governo “fixar o calendário para o que pode abrir a 04 e a 18 de maio e a 01 de junho” e, no final de maio, “voltar a fazer uma avaliação em relação ao conjunto de outras atividades”.
“Todas as semanas iremos avaliando, para ver se o passo que demos não foi maior que a perna e se podemos continuar a avançar com confiança e segurança neste processo”, reforçou.
Costa reafirmou que o país tem de conseguir retomar a atividade económica “de forma gradual e progressiva”.
“Para não corrermos riscos é que nós iremos adotar medidas de desconfinamento de 15 em 15 dias, para tomar uma medida, medir o seu impacto, fazer a avaliação e ver se estamos em condições de dar o passo seguinte”, concluiu.