110 anos do nascimento de Jacinta de Fátima

110 anos do nascimento de Jacinta de Fátima

10/03/2020 0 Por Carlos Joaquim
Nascida no dia 11 de março de 1910, Santa Jacinta de Fátima, aos sete anos, entrou para a História como testemunha das aparições e revelações de Nossa Senhora em 1917 em Fátima.
Em que medida uma criança com tão pouca idade é capaz de praticar as virtudes em grau heróico? A história da espiritualidade católica tem exemplos surpreendentes de santidade a pouca idade: Santa Maria Goretti — martirizada aos 11 anos com plena consciência do que fazia; São Domingos Sávio — que morreu aos 15 anos.
Em comemoração desta efeméride, transcrevemos abaixo um trecho do excelente livro “Era uma Senhora mais brilhante do que o sol”, de autoria do Padre Demarchi. E, em seguida, comentando tal trecho, palavras do fundador da TFP brasileira, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, pronunciadas numa conferência em 13 de outubro de 1971.
Analogia entre as ações exercidas por Nossa Senhora sobre os pastorinhos de Fátima e a humanidade
“A verdadeira diretora espiritual de Jacinta, Francisco e Lúcia foi, essencialmente, Nossa Senhora. A bondosa Senhora da Cova da Iria tomou à sua conta a realização dessa obra-prima e, como não poderia deixar de ser, a levou a cabo com pleno êxito. Das suas mãos prodigiosas saíram três anjos revestidos de carne, mas que, ao mesmo tempo, eram três autênticos heróis. A matéria prima era de uma plasticidade admirável e da Artista o que mais dizer? Na sua escola os três serranitos deram em breve tempo passadas de gigantes no caminho da perfeição. Nela se verificou à letra as palavras de um grande devoto de Maria, São Luiz Maria Grignion de Monfort. Na escola da Virgem, a alma progride mais numa semana do que num ano fora d´Ela. A pedagogia da Mãe de Deus não sofre confrontos. Em dois anos a Virgem Santíssima conseguiu erguer os dois irmãozitos — Francisco e Jacinta — até os cumes mais elevados da santidade cristã. O retrato que a mão segura de Lúcia nos traça de Jacinta é revelador. Jacinta tinha um porte sempre sério, modesto e amável, que parecia traduzir a presença de Deus em todos os seus atos, próprios das pessoas já avançadas em idade e de grande virtude. Não lhe vi nunca aquela demasiada leviandade e o entusiasmo próprios das crianças pelos enfeites e brincadeiras.
“Não posso dizer que as outras crianças corressem para junto dela, como faziam para junto de mim, isso talvez porque a seriedade do seu porte era demasiado superior à sua idade. Se na sua presença alguma criança ou mesmo pessoas adultas diziam alguma coisa ou faziam qualquer ação menos conveniente, repreendia-as dizendo: ‘Não façam isso que ofendem a Deus, Nosso Senhor, e Ele já está tão ofendido’”.