Com o setor da Educação condicionado em vários países aposta-se no ensino à distância
O Covid-19 está a provocar decisões diferentes na decisão de encerrar escolas públicas no Reino Unido, França, Espanha e Estados Unidos, mas na China, o novo normal agora são as aulas à distância, aproveitando as possibilidades da Internet.
No Reino Unido várias escolas encerraram temporariamente devido ao receio de que os alunos e funcionários possam ter sido expostos ao novo coronavírus após o regresso de viagens ao estrangeiro durante as férias intercalares de fevereiro, frequentemente aproveitas para a prática de esqui.
No entanto, nem as autoridades oficiais responsáveis pela saúde nem o governo britânico emitiram orientações às escolas nesse sentido para conter a propagação do vírus.
O ministro da Saúde, Matt Hancock, afirmou no parlamento na quarta-feira, que não há planos para um “encerramento geral” para as escolas e que “o objetivo é manter as escolas abertas”.
Depois de um aumento em mais de 50% dos casos positivos de Covid-19 no espaço de dois dias, para 115 confirmados na quinta-feira, o governo britânico está a preparar passar à segunda fase do Plano de Ação, Retardamento, que pode implicar o encerramento de escolas.
Em Rotherham, no norte de Inglaterra, a escola primária Monkwood, em Rawmarch, decidiu manter-se em funcionamento, apesar de um aluno estar em isolamento porque um dos pais foi infetado.
Ainda assim, alguns pais decidiram remover os filhos da escola, noticiou a imprensa local, por receio de contágio.
Esta medida pode ser acompanhada pelo apelo às empresas e serviços públicos para um incentivo ao teletrabalho, refere o Plano do governo, mas o documento tornado público não detalha medidas de apoio aos pais.
O que o governo britânico determinou é que o subsídio de doença deve ser pago a partir do primeiro em que os trabalhadores infetados com o novo coronavírus Covid-19 tenham de se auto isolar, em vez de esperar pelo quinto dia de ausência.
Ao contrário de Itália, o Governo francês não pensa, para já, fechar todas as creches, escolas ou universidades, embora em caso de agravamento da epidemia de Covid-19 esteja pronto para o fazer.
“Seremos capazes de o fazer, mas não está previsto”, respondeu esta quinta-feira o ministro da Educação, Jean-Michel Blanquer, no canal BFMTV quando questionado sobre o fecho generalizado das escolas.
Atualmente, apenas estão fechadas cerca de uma centena de escolas nas regiões onde foram detetados surtos endémicos (Vale de l’Oise e Morbihan) afetando cerca de 45 mil alunos. Em casos pontuais, outras escolas também fecharam, mas são casos isolados e espalhados um pouco por todo o país.
Em declarações à Franceinfo, William Dab, antigo diretor-geral da Saúde em França, afirmou que não faria sentido fechar todas as escolas. “Fechar todas as escolas, hoje, em França, não faz qualquer sentido e só desestabilizaria a vida do país”, referiu, salvaguardando que isto não significa que no futuro a medida não venha a fazer sentido.