Guitarras e bancos de jardim para combater a “invasão” de acácias na Sertã

Guitarras e bancos de jardim para combater a “invasão” de acácias na Sertã

16/02/2020 0 Por Carlos Joaquim
A acácia, espécie classificada como invasora, tem vindo a crescer no país. Para combater a invasão, na Sertã, pensa-se em formas de aplicação da madeira, de guitarras elétricas a mobiliário urbano, para potenciar o seu abate.
No percurso até um pequeno espaço de lazer que está a ser construído a dois quilómetros da Barragem do Cabril, no concelho da Sertã, o caminho é por vezes ladeado de acácias que crescem de forma descontrolada.
“Já davam uns bons bancos”, comenta Alfredo Dias, vice-presidente do Centro de Inovação e Competências da Floresta (serQ), instituição sediada na Sertã, distrito de Castelo Branco, que tem trabalhado a aplicação da madeira de acácias.
Naquele pequeno espaço de lazer, numa encosta junto ao rio Zêzere, vão ser instalados os primeiros bancos e mesas de mobiliário urbano feitos a partir de madeira de acácia – parte dela retirada mesmo ali junto às margens do rio.
Matéria-prima, assegura Alfredo Dias, “não falta”, apontando para as manchas de acácias que nesta altura começaram a distinguir-se pelas suas flores amarelas.
Em março, é inaugurado aquele espaço de lazer, que contou com uma ação de reflorestação feita com a ajuda de rotários e da farmacêutica Bluepharma.
Este será um dos primeiros passos visíveis de uma ideia que nasceu quase ao mesmo tempo que o serQ, em 2015, mas que ganhou força há cerca de dois anos e meio, disse à agência Lusa Alfredo Dias.