Incêndios florestais: investigadores apresentam primeiros resultados dos projetos financiados pela FCT em 2017

Incêndios florestais: investigadores apresentam primeiros resultados dos projetos financiados pela FCT em 2017

12/02/2020 0 Por Carlos Joaquim
18 projetos de investigação em curso na área da prevenção e combate a incêndios florestais, financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) no âmbito da “call” de 2017, vão ser apresentados, em Coimbra, na próxima sexta-feira, dia 14 de fevereiro.
Trata-se do “1º Workshop sobre investigação científica e desenvolvimento tecnológico na área da prevenção e combate a incêndios florestais”, que tem como objetivo maximizar os resultados dos projetos em curso e promover sinergias entre os vários grupos de investigação a trabalhar nesta área.
A iniciativa tem lugar, entre as 9h00 e as 17h30m, no auditório Laginha Serafim do Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).
Entre os projetos que vão ser apresentados está o FIRESTORM, que está a estudar a dinâmica dos grandes incêndios florestais, nomeadamente as condições associadas a eventos extremos em incêndios florestais, com o objetivo de melhorar a compreensão do seu comportamento e evolução, e a capacidade de os prever.
Esta investigação é liderada por Domingos Xavier Viegas, professor catedrático da FCTUC e coordenador da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI), e tem como parceiros o IPMA, a Universidade de Aveiro (UA) e o Instituto de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico de Lisboa (IST).
O FIREFRONT, liderado por uma equipa do Instituto de Sistemas e Robótica do Instituto Superior Técnico de Lisboa (ISR/IST), é outro dos projetos que vai ser exposto. No âmbito desta investigação, está ser desenvolvida uma solução de apoio ao combate a fogos florestais através da deteção e seguimento em tempo real das frentes de incêndio e eventuais reacendimentos.
Para tal, os investigadores recorrem a veículos aéreos tripulados e não tripulados (drones), equipados com sensores e sistemas de comunicação especializados, que sobrevoam a região afetada. Este projeto tem como parceiros o Instituto de Telecomunicações, a ADAI, a Força Aérea Portuguesa, a empresa UAVision e o Aeroclube de Torres Vedras.