Depois de fazer queixa por assédio moral, médica foi deixada em “absoluto isolamento” nos Hospitais de Coimbra, denuncia sindicato

Depois de fazer queixa por assédio moral, médica foi deixada em “absoluto isolamento” nos Hospitais de Coimbra, denuncia sindicato

05/12/2019 0 Por Carlos Joaquim
O Sindicato dos Médicos da Zona Centro (SMZC) denunciou hoje que uma médica dirigente sindical está em “absoluto isolamento” no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), após ter apresentado uma queixa por assédio moral.
Contactado pela Lusa, o gabinete de comunicação do centro hospitalar referiu que hoje não seria possível obter uma reação da administração.
Segundo o presidente do SMZC, Noel Carrilho, a médica em questão “não tem qualquer função atribuída, não estando o seu nome em qualquer escala/horário do Serviço de Sangue e Medicina Transfusional (SSMT), a que está afeta, ou do Serviço de Urgência” desde 04 de outubro, dia em que apresentou queixa no Tribunal de Trabalho de Coimbra por assédio moral.
“A situação é insustentável e assume uma dimensão institucional: o CHUC está acusado de assédio moral sobre uma dirigente sindical e após mais de dois anos continua a insistir que todas as situações de alegado assédio não o são e que tudo isto não passa de uma falsa acusação”, disse o dirigente, em conferência de imprensa.
De acordo com Noel Carrinho, desde há dois anos que a médica em causa, com uma ligação àquela unidade hospitalar de cerca de 15 anos, “desespera” para ser reintegrada no seu posto de trabalho no Serviço de Sangue e Medicina Transfusional, após o gozo de licença parental.
Salientando que a clínica “vive diariamente um inferno”, o dirigente sindical considera incompreensível que o CHUC “mantenha esta trabalhadora afastada das suas funções e remetida a atender telefonemas e a realizar trabalho menor no Hospital de Dia do SSMT e os seus utentes privados do trabalho da médica mais diferenciada na área da coaguloatias congénitas em idade pediátrica”.