Ciência | Portugueses estudam impacto do leite materno doado no intestino de bebés prematuros
Uma equipa de investigadores do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde e da NOVA Medical School vai iniciar um estudo que visa analisar o impacto do leite materno doado no intestino de bebés prematuros.
De acordo com o CINTESIS, com este estudo observacional, pretende-se avaliar os fatores que interferem com a microbiota intestinal (bactérias e outros microrganismos que habitam o intestino) de bebés “muito prematuros” hospitalizados numa unidade de cuidados intensivos neonatal nacional.
Em análise estão a dieta materna, o tipo de parto (vaginal ou cesariana) e o tipo de alimentação disponibilizada aos bebés nesta fase da vida (leite materno, leite materno doado fortificado e não fortificado ou fórmulas industriais).
“O leite materno é rico em probióticos e em prebióticos devido ao conteúdo rico em oligossacarídeos, que ajudam a modular a microbiota intestinal. Por isso, a Organização Mundial de Saúde recomenda o aleitamento materno em exclusivo nos primeiros seis meses de vida”, explica, em comunicado, Juliana Morais, investigadora do CINTESIS envolvida neste trabalho, que é coordenado por Conceição Calhau.
De acordo com a nutricionista, “quando o leite materno não está disponível, o leite humano doado deve ser a primeira alternativa. Embora este leite passe por um processo de pasteurização, acredita-se que o resultado na microbiota dos bebés será semelhante à do leite materno”.