Negócios | As pessoas no interior não podem ser apenas figurantes” para os turistas

Negócios | As pessoas no interior não podem ser apenas figurantes” para os turistas

24/09/2019 0 Por Carlos Joaquim
“Turismo no Interior: valorizar recursos, ousar ser diferente” foi o tema da conferência “Interioridades#4” que decorreu na aldeia da Figueira, no dia 21 de setembro, contando com onze apresentações de oradores ligados ao sector do turismo, da gastronomia aos vinhos, da rede de aldeias do xisto ao Geopark Naturtejo, das empresas à academia. Numa organização do Jornal do Fundão, com o apoio do Município de Proença-a-Nova, o tema acabou por se centrar nos pontos fortes da oferta turística no Interior, remetendo para a autenticidade, característica extremamente valorizada pelo perfil do turista que importa atrair. “As pessoas no interior não podem ser apenas figurantes”, alertou o Secretário de Estado da Valorização do Interior chamando a atenção para a necessidade de o turista deixar retorno económico no território. Para isso, é necessário estruturar e qualificar a oferta. João Paulo Catarino deixou o exemplo do Programa Valorizar, no âmbito do qual foram aprovados mais de 250 projetos exclusivamente no interior do país, representando um investimento de 100 milhões de euros. “Temos a consciência que o turismo pode e deve ser uma grande alavanca do desenvolvimento económico”, referiu, ainda que não possa ser o único motor económico de uma região ou de um país.
O presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, João Lobo, apresentou esta região como um território de oportunidade. “Nessa condição de sermos autênticos, é um direito que nos assiste termos condições diferenciadas relativamente àquilo que são os investimentos e à capacidade de olharem para nós como geradores de riqueza e de oportunidade”, afirmou. Na sua perspetiva, é igualmente necessário que os agentes privados invistam, alavancando o investimento público. “Para o próximo quadro comunitário teremos de pensar as políticas no sector do turismo para as traduzirmos em ações concretas no terreno”.