Ambiente | Metas de neutralidade carbónica vão medir sucesso de cimeira sobre o clima em Nova Iorque, diz ministro

Ambiente | Metas de neutralidade carbónica vão medir sucesso de cimeira sobre o clima em Nova Iorque, diz ministro

21/09/2019 0 Por Carlos Joaquim
A cimeira sobre o clima de segunda-feira em Nova Iorque será um “grande sucesso” se grandes economias mundiais assumirem o compromisso de se tornarem neutras em carbono a meio do século, defende o ministro português do Ambiente.
Ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes falava à Lusa a propósito da cimeira de Ação Climática, marcada pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, para Nova Iorque na segunda-feira, na qual vai participar, bem como o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Na entrevista, o ministro fala desses compromissos e do facto de Portugal ter sido o primeiro país a marcar a meta da neutralidade carbónica (não produzir mais do que aquilo que pode resgatar) em 2050.
Afirmando que “alguns países muto dificilmente vão assumir o compromisso da neutralidade em 2050″, Matos Fernandes diz que, se algumas grandes economias o fizerem, arrastando outros países, será muito bom.
“Não esperamos unanimidade, essa unanimidade não existe na União Europeia” (UE), diz Matos Fernandes, lembrando que na Europa nem todos os países assumiram compromissos sobre a neutralidade carbónica.
Mas a verdade, afirma, é que o principal objetivo da cimeira é o de tentar que o maior número de países do mundo se comprometa com a neutralidade carbónica em 2050.
“É absolutamente claro desde o ano passado que, para que os 1,5 graus (de aumento global da temperatura) não sejam ultrapassados no final do século, que o mundo seja neutro em 2050″, frisa.