Religião | A catedral-fortaleza da Cristandade não pode ser destruída nem desfigurada
A catedral de Notre-Dame de Paris é sumamente emblemática, obra-prima e joia da Cristandade, lugar sagrado que pertence à História. Por isso sua perfeita restauração significa respeito à civilização, enquanto restaurá-la com traços modernos desfigura a própria civilização
O atual governo francês tem colaborado para apagar a herança cultural e religiosa em toda a Europa, inclusive pelo favorecimento de maciça imigração islâmica. Dentro desse contexto o presidente Macron, após o incêndio de Notre-Dame, tem atuado para que a restauração não corresponda exatamente ao que ela sempre foi em seus 850 anos de existência, mas adquira conotações da arte contemporânea.
Em sentido oposto atua a TFP francesa, numa campanha para que a magnífica catedral seja restaurada exatamente como era, sem qualquer concessão à modernidade progressista, pois isso equivaleria à destruição de sua beleza sacral, como concebida na Idade Média, e portanto dos aspectos mais elevados de Notre-Dame que, à maneira de sua flecha destruída pelo incêndio, apontava para o Céu.
Sobre estas e outras questões, Catolicismo obteve uma entrevista exclusiva com Jean Goyard, da TFP francesa. Formado em Direito pela conceituada Université Panthéon Assas (Paris II), ele é encarregado de relações públicas da Société Française pour la Défense de la Tradition, Famille et Propriété (TFP) e da GEIE Européenne de Médias. Membro de Avenir de la Culture — entidade que age contra a “revolução cultural” na França e atua para disponibilizar aos jovens uma educação sadia — é também sócio de Droit de Naître, associação que promove campanhas em defesa da vida inocente e contra a prática do aborto. Como representante da TFP Francesa, nosso entrevistado tem atuado muito especialmente na campanha pela restauração “à l’identique” (como era antes) de Notre-Dame.