Religião | Revolução tribalista
A propósito do documento preparatório para o Sínodo da Amazônia (“Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”), reproduzimos um trecho da Parte III do livro “Revolução e Contra-Revolução”, de Plinio Corrêa de Oliveira.
O caminho rumo a um estado de coisas tribal tem de passar pela extinção dos velhos padrões de reflexão, volição e sensibilidade individuais, gradualmente substituídos por modos de pensamento, deliberação e sensibilidade cada vez mais coletivos. Portanto, é neste campo que principalmente a transformação se deve dar. De que forma?
Nas tribos, a coesão entre os membros é assegurada sobretudo por um comum pensar e sentir, do qual decorrem hábitos comuns e um comum querer. Nelas, a razão individual fica circunscrita a quase nada, isto é, aos primeiros e mais elementares movimentos que seu estado atrofiado lhe consente. “Pensamento selvagem”,* pensamento que não pensa e se volta apenas para o concreto.
Tal é o preço da fusão coletivista tribal. Ao pajé incumbe manter, num plano místico, esta vida psíquica coletiva, por meio de cultos totêmicos carregados de “mensagens” confusas, mas “ricas” dos fogos fátuos ou até mesmo das fulgurações provenientes dos misteriosos mundos da transpsicologia ou da parapsicologia. É pela aquisição dessas “riquezas” que o homem compensaria a atrofia da razão.