POLÍTICA | Rui Rio afirma que houve descoordenação no combate ao incêndio em Vila de Rei, Mação e Sertã
O presidente do PSD, Rui Rio, afirmou hoje que houve descoordenação no ataque às chamas que afetaram Vila de Rei, Mação e Sertã, considerando que a organização do combate está “muito longe” daquilo que deveria ser.
“Houve uma assinalável desorganização no combate ao incêndio, quando eu pensava e todos pensavam e o ministro da Administração Interna tem dito que está tudo melhor desde os incêndios de 2017. As coisas poderão estar melhor, mas estão muito longe de estarem como deveriam estar”, disse Rui Rio, que falava aos jornalistas após uma reunião com os autarcas dos três concelhos afetados (todos eleitos pelo PSD), que decorreu no Centro Geodésico, em Vila de Rei.
Segundo Rui Rio, até poderá ter havido meios de combate ao incêndio suficientes, mas a operação foi “desorganizada e descoordenada”.
“Os autarcas, como pessoas que tendo estado no terreno, puderam ver a forma como as coisas evoluíram e a descoordenação foi completa”, declarou, referindo que, por exemplo, “não se chega a saber que quantidade de refeições é que é necessária num determinado sítio porque não se sabe sequer quantos homens estão nesse sítio”.
Rui Rio salientou que o ministro da Administração Interna, Eduarda Cabrita, tem dito que “está tudo bem, coordenado e seguro”.
“Se estivesse tudo bem, coordenado e seguro, não acontecia aquilo que aconteceu”, frisou.
Segundo o líder do PSD, além da descoordenação há também questões de fundo que precisam de ser resolvidas, como é o caso do despovoamento do interior e a gestão da floresta em Portugal, considerando que “ninguém pode pedir ao Governo que resolva, no espaço de 30 dias, 60 dias, um ano ou dois anos” essas questões.
Questionado sobre a possibilidade de alterações da moldura penal para o crime de fogo posto, Rui Rio mostrou-se recetivo a um endurecimento da pena, apesar de admitir que não sabe qual a percentagem dos arguidos que são condenados a penas suspensas.