Sistema Costa Segura desenvolvido na sequência de acidente que vitimou cinco pescadores na Figueira da Foz
“A conclusão da instalação do sistema ‘Costa Segura’ permite-nos uma atenção mais detalhada aos fenómenos em curso na nossa costa e permite-nos um acompanhamento mais eficaz dos diferentes utilizadores deste espaço de soberania nacional, contribuindo para uma utilização segura do mar”, afirmou Ana Santos Pinto.
A governante, que falava na capitania do porto de Cascais, salientou que o sistema é mais um contributo “para o exercício da autoridade do Estado no mar, através da Autoridade Marítima Nacional”, através do reforço das capacidades dos seus órgãos locais.
“Ao capacitar as estruturas locais, estamos a criar respostas mais rápidas e mais eficazes às diferentes solicitações”, frisou Ana Santos Pinto.
No seu entendimento, o sistema Costa Segura “é um bom exemplo da necessária rentabilização de recursos e estruturas existentes”, nomeadamente da Direção de Faróis, das capitanias, da Polícia Marítima e da Marinha.
“É, também, mais um exemplo de cooperação entre a Autoridade Marítima Nacional e outras estruturas locais, no qual este sistema poderá ser muito útil em apoio ao serviço de proteção civil de câmaras municipais ou à administração portuária”, vincou.
O projeto previa inicialmente a criação de 24 estações de vigilância em todo o país, mas acabou por totalizar 28, após o abandono de uma estação na costa norte de Porto Santo (Madeira), estando em avaliação outra na costa do Faial (Açores).