Opinião |Pedagogia católica e pedagogia da barbárie
Após a recente criação da Comissão Parlamentar pelo Ensino Domiciliar, mais uma iniciativa proveniente do Congresso Nacional na área da educação deixou os esquerdistas de todos os quadrantes à beira de um ataque de histeria. Trata-se da proposta do deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ) de retirar do guru marxista Paulo Freire o prestigioso título de Patrono da Educação e entregá-lo à figura veneranda de São José de Anchieta [quadro acima].
A polêmica já havia tido um episódio preliminar quando, em fins de abril passado, o Presidente Jair Bolsonaro declarou que o Patrono seria mudado,[1] o que suscitou o primeiro lance de indignação dos asseclas da esquerda. Dentre as várias manifestações de repúdio à possível “expulsão” de Paulo Freire [foto ao lado], a de Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), foi proferida durante as minguadas manifestações dos movimentos de esquerda em 30 de maio último: “Nós estamos aqui também para defender a memória de Paulo Freire e seu legado, que nos orgulham lá fora, ao contrário dessa turma lesa-pátria que nos envergonha”.[2]
Entretanto, o posicionamento que causou mais estranheza foi a carta dos jesuítas do Santuário Nacional de São José de Anchieta.[3] Os sacerdotes dizem ter recebido “com preocupação a notícia”, e acrescentam: “Não podemos aceitar que o legado de São José de Anchieta seja instrumentalizado para fins meramente ideológicos. Tanto ele como Paulo Freire caminham na mesma direção”.