Opinião | Ambigüidade, heresia e ódio a Deus

Opinião | Ambigüidade, heresia e ódio a Deus

28/06/2019 0 Por Carlos Joaquim
A fala não foi dada ao homem para ocultar seus pensamentos, mas para expressar a verdade.1 No entanto, para espalhar seus erros, os hereges escondem o fundo de seus pensamentos na obscuridade, para serem compreendidos apenas pelos iniciados.
Ambigüidade e heresia
Em geral, do mesmo modo como as corujas e outras aves de rapina noturnas aproveitam a escuridão da noite para surpreender suas presas, assim também o herege usa as sombras da ambigüidade para enganar os fiéis. Foi o que fizeram os hereges jansenistas, tentando fugir da condenação, ao longo de suas sucessivas metamorfoses. Mas seus ardis não escaparam à vigilância do Papa Pio VI [quadro acima], que na Bula Auctorem Fidei, de 28 de agosto de 1794, denuncia assim os promotores do Sínodo de Pistoia2:
“Eles conheciam bem a arte maliciosa dos inovadores, que temendo ofender os ouvidos dos católicos, esforçavam-se por dissimular seus ardis sob palavras fraudulentas, para que o erro, oculto entre sentido e significado (São Leão Magno, Carta 129 da edição de Baller), fosse mais fácil de insinuar-se nas mentes e, uma vez alterada a verdade da sentença por meio de uma breve adição ou variante, se consiga que o testemunho que devia trazer a salvação, depois de uma mudança sutil, conduza à morte”.3?