Sindicato são-tomense acusa Governo de transformar fundo da segurança social em saco azul
Em declaração a jornalistas o secretário-geral da ONTESP-CS referiu que a situação sociolaboral dos trabalhadores são-tomenses é “extremamente difícil”, sublinhando que o governo cortou “toda a possibilidade de diálogo” com os sindicatos.
“Nós temos uma situação sociolaboral extremamente difícil, as condições de vida das pessoas estão degradando cada vez mais, nota-se a pobreza nas pessoas, sobretudo na função pública. Está-se a perder o poder de compra: o custo de vida encareceu, enquanto o salário mantém-se estagnado”, explicou João Tavares.
Lamentou que “não haja um espaço de diálogo entre as organizações sindicais e o governo como entidade empregadora” e sublinhou que o Conselho de Concertação Social (CCS), que é um órgão tripartido, “deixou de funcionar”.
“Não temos como negociar com o governo sobre a questão salarial e outros assuntos”, afirmou.
O secretário-geral da ONTESP-CS disse não ter esperanças que o Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2018 traga melhorias salariais para os trabalhadores e sublinhou que os trabalhadores “não se reveem neste orçamento”.
João Tavares acusou ainda o executivo de Patrice Trovoada de “banalizar” o papel dos sindicatos e de introduzir o medo nos seus filiados.
“O governo introduziu o medo nas pessoas, as pessoas têm medo de falar, têm receio de participar na vida sindical. Não podemos ter um país livre, independente, num regime democrático em que a pessoa não tem o direito de se exprimir, não pode reivindicar os seus direitos”, explicou João Tavares.