360º – O momento em que Ricardo Salgado precisou de um “copinho de água”. E a polémica Raríssimas entra no Parlamento daqui a pouco
Enquanto dormia
O caso Raríssimas entra daqui a poucas horas no Parlamento. Vieira da Silva é ouvido ao começo da tarde sobre o seu papel no caso e sobre a atuação do seu ministério.
O ministro “não se demite nem vai ser demitido” por causa do escândalo Raríssimas, defende Marques Mendes. Mas o comentador da SIC admite que Vieira da Silva ficou “chamuscado e fragilizado” por não ter feito mais cedo uma inspeção à associação.
De qualquer forma, este caso está recheado de verdades e mentiras que importa esclarecer (como o Observador feznestes Fact Checks). Até porque o processo está intimamente ligado à política: ao longo dos anos, Paula Brito e Costa construiu uma enorme rede de influências.
Este fim de semana, conheceu-se mais um desenvolvimento: o IEFP confirmou estar a analisar uma denúncia sobre alegadas irregularidades em estágios profissionais na associação.
O Benfica goleou o Tondela (1-5), mas esteve longe de fazer uma grande exibição. Na crónica do jogo, o Tiago Palma escreve que “os vícios continuam todos presentes” na equipa de Rui Vitória. Apesar de tudo, em golos as coisas nem estão mal.
O Sporting venceu o Portimonense por 2-o e houve um pássaro a voar: Podence, que está “no ponto”, como escreve o Bruno Roseiro na crónica do jogo. E há outro jogador para quem vale a pena olhar: veja o furacão Bruno em números.
Mais informação importante
Quando foi interrogado no caso Sócrates, Ricardo Salgado disse estar em “choque” com as acusações e pediu um “copinho de água” para conseguir lidar com as acusações que lhe eram feitas. Depois, refutou qualquer tentativa de “subornos” a Sócrates, Bava e Granadeiro e responsabilizou Hélder Bataglia pelos pagamentos a Carlos Santos Silva, que teriam sido feitos “nas nossas costas”. Leia aquios diálogos esclarecedores entre o ex-Dono Disto Tudo e os procuradores.
O novo episódio da mini-série “Sim, Sr. Procurador” tem Salgado como protagonista. Vendo isto, fica-se a perceber tudo.
Santana Lopes apresentou ontem 221 ideias para o país.O candidato à liderança do PSD admite um referendo à eutanásia, só pensa em acordos com o PS na próxima legislatura, defende uma reforma do sistema político com círculos uninominais e o financiamento privado dos partidos e quer mais benefícios fiscais para as empresas.
Santana também apresentou a sua comissão de honra,que vai de ex-ministros (Álvaro Barreto, Braga de Macedo, António Martins da Cruz e outros) a atores (como Pedro Granger).
E ainda usou uma expressão de Hillary Clinton para atacar o seu adversário: “Enquanto uns baixam o nível no que dizem e no que fazem, nós subimos”. A que é que se estaria a referir? Talvez a isto: numa entrevista à TSF e ao DN, Rui Rio acusou-o de estar a fazer “as mesmas trapalhadas que fazia em 2004”.
A contribuição cobrada às grandes empresas de energia desde 2014 deveria ter beneficiado os preços da eletricidade – mas, até agora, escreve a Ana Suspiro, o Estadosó transferiu 5 milhões, face aos 150 milhões de euros previstos.
A PSP está a preparar-se para fazer revistas surpresa a pessoas na rua e controlar a entrada de pessoas em locais com “concentração excessiva” durante o Natal e o Ano Novo, escreve o JN. O objetivo é, entre outras coisas, prevenir eventuais atentados.
A CIA ajudou a travar um ataque terrorista do Estado Islâmico em São Petersburgo, na Rússia. Vladimir Putinaté telefonou a Donald Trump para agradecer.
O príncipe herdeiro saudita Mohammad bin Salman, autor de uma purga no país, lutador contra a corrupção e defensor da austeridade fiscal, foi exposto como o dono da casa mais cara do mundo, situada perto de Paris. A investigação é doThe New York Times.
O conservador Sebastián Piñera venceu as presidenciais chilenas e é o sucessor da socialista Michelle Bachelet.
Os nossos Especiais
Ribeiro Cristóvão podia ter sido padre, mas acabou a fazer relatos de futebol. Primeiro em Angola e depois em Portugal, onde criou o mítico programa de rádio Bola Branca. Numa longa entrevista de vida, fala da sua passagem pelo seminário, dos primeiros tempos na rádio e das entrevistas no programa da RTP “Domingo Desportivo” (incluindo a Futre, com 17 anos).
Adriana tem apenas 23 anos e saiu de Portugal para ir ajudar refugiados em Bruxelas. Todas as noites, conseguearranjar dormida para cerca de 300 pessoas. O João Francisco Gomes falou com ela.
A nossa Opinião
Alexandre Homem Cristo escreve sobre “o outro legado de Passos Coelho”: “Passos Coelho achou (bem) que, para salvar o país, não poderia preocupar-se com o PSD. Mas depois também não o guiou para o futuro. Agora, para resgatar o país da geringonça, o PSD não está preparado”.
João Carlos Espada recomenda mais livros para o Natal, porque “a confiança na civilização europeia e ocidental supõe o reconhecimento do sentimento nacional”.
João Marques de Almeida escreve que “o PCP e o BE são a maior ameaça para a economia portuguesa”: “Há duas regras na política portuguesa. Quando o PS está no governo a realidade é sempre pior do que parece. E quando este abandona o poder fá-lo subitamente e deixando o país em apuros (2002 e 2011)”.
Gonçalo Portocarrero de Almada escreve “Xutos & Pontapés na Igreja e no Estado”: “Não podendo o Parlamento honrar todos os cidadãos falecidos, é razoável que reserve as suas homenagens para os portugueses que mais se distinguiram pelo seu saber e serviço à comunidade”.
Alberto Gonçalves escreve “O Estado, essa doença comum”: “Fora do manicómio em que saltita boa parte da ‘opinião’, o problema da Raríssimas não é ser ‘particular’ na designação, nos estatutos e na teoria: é não ser particular na prática”.
Notícias surpreendentes
A Josefinas lançou há quatro anos as primeiras sabrinas e agora prepara-se para entrar na Ásia. É a história de uma marca portuguesa (e até Meghan Markle é fã).
Houve heróis, vilões e espadas de cartão. Na Comic Con, no Porto, os fãs vestiram-se como as suas personagens favoritas e o resultado foi este.
Quem também esteve na Comic Con foi Clark Gregg, o agente dos Vingadores. Momento RTP Memória: há alguns anos, ele gozou com Portugal. Quer dizer, não foi bem ele: foi o personagem que interpretava na série “As Novas Aventuras da Velha Christine”, com Julia Louis-Dreyfus. Ele falou com o Manuel Pestana Machado e o assunto veio à conversa.
“A Consciência das Palavras”, de Elias Canetti, merececinco estrelas do nosso crítico Carlos Maria Bobone, que lhe faz o maior elogio: “Cada um dos ensaios deste livro não merecia apenas uma resenha, merecia tornar-se um livro independente”.
Já tem informação suficiente para começar esta semana pré-Natal. Desconfiamos que vai andar a correr por causa das últimas compras, mas sabe que só precisa do telemóvel para, em qualquer lado, ter as últimas notícias aqui.
Até já!


