360º – Adoções ilegais de crianças pela IURD em Portugal; a turbulência da última AG da Raríssimas e as novas denúncias; e sábados na Autoeuropa

12/12/2017 0 Por Carlos Joaquim
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360º

Por Filomena Martins, Diretora Adjunta
Bom dia!
Enquanto dormia… 
… foi conhecido um caso de adoções ilegais envolvendo a IURD em Portugal. No primeiro de dez episódios de uma nova investigação da TVI, revela-se como a Igreja Universal do Reino de Deus adotava ilegalmente crianças portuguesas retiradas aos pais pela Segurança Social, levando-as depois para o estrangeiro. Tudo passava por uma instituição na Amadora e é contado por um pastor dissidente, com testemunhos de mães, funcionários e algumas dessas crianças agora já adultas. O Ministério Público está a investigar o caso, porque este tipo de crimes pode não ter prescrito. Mas a IURD já veio negar qualquer ilegalidade ou tráfico.

Entre os miúdos adoptados desta forma estarão três netos do todo poderoso bispo Edir Macedo. Aliás, foi o próprio que, já como líder da IURD, decretou a proibição dos bispos terem filhos biológicos e serem obrigados a adoptar, pagando a igreja as vasectomias obrigatórias, incluindo aos bispos que casaram com as suas filhas. 

Quanto ao caso de gestão danosa da presidente da Raríssimas, que está também a ser investigado pela unidade contra a corrupção da PJ, há novas revelações. Uma denúncia feita contra Paula Brito e Costa em janeiro deste ano terá desaparecido do Instituto da Segurança Social, avançou a TVI. Relatava uma viagem ao Brasil paga pela Federação das Doenças Raras a Brito e Costa e ao marido, com despesas que terão incluido uma ida ao SPA por 400 euros e o aluguer de um carro de luxo.

São denúncias que o ministro Vieira da Silva disse ontem nunca terem chegado ao seu conhecimento. Segundo o responsável pela Segurança Social, que foi vice-presidente da Assembleia Geral da Raríssimas entre 2013 e 2015, as cartas que chegaram ao ministério falavam de irregularidades nas contas e não de gestão danosa (e parece que esta diferença de palavras é significativa). Mesmo assim, anunciou o ministro, houve uma investigação que nada detetou e agora que o caso é público, foi ordenada uma outra inspeção com caráter urgentíssimo.

São mais de 4 milhões de euros em apoios públicos desde 2010 que terão assim de ser vistos à lupa. A Ana Suspiro fez as contas e descobriu que o Ministério da Segurança Social foi o principal financiador da associação, através de vários dos seus organismos, mas também houve subsídios do Ministério da Saúde.

A última Assembleia Geral da Raríssimas, há dias, foi já o retrato de que algo ia mal, muito mal, na Associação de apoio a pessoas com doenças raras. A Sónia Simões falou com Paulo Olavo e Cunha, presidente da AG, que descreve a turbulência, os associados barrados à porta e a eleição não consensual de sócios honorários famosos (alguns que nem sabem que o são). Há também pormenores elucidativos revelados pelo ex-tesoureiro

Outra informação importante 

Na Saúde também não há boas notícias. A partir de 1 de janeiro vai haver menos farmácias de serviço à noite. O JN escreve que o corte já atenuado pelo Governo vai mesmo assim penalizar sobretudo os concelhos que não têm serviços de urgência do Serviço Nacional de Saúde e merece várias críticas.

E ainda mais más novas para as elétricas nacionais. Um parecer da PGR a que a Ana Suspiro teve acesso é claro: todas as centrais têm de pagar contribuição e não podem passar o custo para os clientes, ou seja, refletir essa taxa nos preços.

Mais decisões de Trump, agora sobre a conquista do espaço. O presidente americano assinou a “Diretiva de Política Espacial 1” que permite voltar a enviar norte-americanos à Lua e ali construir a base da operação que um dia vai levar seres humanos a Marte.

Em Espanha, os jornais falam todos hoje da independência catalã, a poucos dias das eleições regionais. O El País escreve como o processo escondeu casos de corrupção, o El Mundo descreve as as fraudes cometidas e o El Español revela as atas secretas entre Puigdemont e Junqueras.

Por cá, há mais um capítulo do caso dos famosos emails do Benfica6 GB de correio eletrónico supostamente recebido e enviado por Pedro Guerra, comentador benfiquista e antigo diretor de conteúdos da BTV, estão a circular na internet desde domingo à noite. O presidente do Sporting já usou um dos seus conteúdos.

Os nossos especiais

Ana Gomes é a vice-presidente da comissão de inquérito que investigou os Panama Papers no Parlamento Europeu. José Sócrates aparece referido no relatório que o hemiciclo europeu hoje debate e amanhã vota. Por isso, em entrevista ao Rui Pedro Antunes, a eurodeputada socialista diz que o “PS tem de fazer introspeção sobre como se deixou instrumentalizar por Sócrates”.

A nossa opinião

  • Rui Ramos escreve “porque razão o PCP quer fechar  Autoeuropa?”: “Numa coisa, o PCP está certo: o PCP ou a Autoeuropa, um deles tem de morrer. Se o governo também percebe isso, que está a fazer ao lado dos comunistas?”
  • Paulo Trigo Pereira escreve sobre se é possível ter uma “conversa razoável” com os professores: “O PS deve ter a noção clara que é ele que tem garantido a consolidação orçamental, não os partidos à sua esquerda, cujas propostas vão invariavelmente para o agravamento do défice”.
  • Paulo Sande escreve sobre o caso da Raríssimas: “Somos o povo acomodado, que exprime a angústia latente da bondade resignada, convencido de estar destinado à subalternidade, um povo submisso, que emula o estrangeiro e desdenha o nacional”.
  • Laurinda Alves escreve sobre os “bons pais” que “faem asneiras de 8h em 8h”: “Acrescentar a família com mais filhos sim, mas sem pensar demais, sem perder muito tempo, para não perder também a oportunidade e, sobretudo, para não ceder a argumentos acessórios, longe do essencial”.

Notícias surpreendentes

Se é fã de Star Wars, logo às 17h00 já pode ler no Observador a crítica ao novo capítulo, os Últimos Jedi. Para já, fique com as cinco teorias (algumas mirabolantes) sobre o que aí pode vir. E se quer saber tudo, mesmo tudo, sobre a mítica saga, é só clicar aqui.

Do cinema e da televisão para a música. Quer dizer, mais ou menos. A Apple comprou a Shazam, a empresa da app que reconhece qualquer canção que esteja a tocar. Valor do negócio: 340 milhões.

E a fechar, se lhe disser que há monumentos de Lisboa que os turistas conhecem bem melhor que alguns portuguesesOra olhe para estas 17 fotos e veja se já lá foi. Não?! Então vá…

Já tem várias sugestões de visitas, mas quanto às notícias deixo-lhe apenas uma: entre no Observador e ficará com toda a atualidade do dia

Boa terça-feira

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