EDITORIAL | O ser humano está dilacerado…

14/11/2017 0 Por Carlos Joaquim
O
homem vive dias difíceis, em meio a todo tipo de doenças, ameaças
de guerras, terrorismo e outros desequilíbrios sociais. O ser humano
está dilacerado, perdido e desesperado. Violência, injustiças,
morte e corrupção são lugar-comum na sociedade e muitos já
perderam a esperança de que alguém seja capaz de apresentar alguma
saída.
A
confiança e a esperança nas instituições há muito que está numa
crise total. As pessoas deixaram de confinar umas nas outras.
Contudo, continuam a depender uma das outras, vai-se lá saber
porquê! A autonomia, a liberdade que conquistaram não lhes basta.
No sofrimento, na doença, no luto, no desespero, pelo caminho das
vicissitudes da vida, cruza-mo-nos uns pelos outros, sempre de olhos
cravados no chão. Porque será? A que se deve este comportamento?
Porque
deixou de haver confiança, aquela confiança genuína que em tempos
havia, em que à palavra era atribuído mais valor do que ao
dinheiro.
Diziam
os mais velhos que:”quem não confia, não é de confiar”.
Confiei demasiado em certas pessoas, que ocupam lugares com algum
relevo, e delas dependem algumas decisões justas, outras nem tanto.
Tenho cá para mim, que algumas decisões são tomadas com o intuito
de prejudicar, chatear, condicionar, senão mesmo para demonstrar
que, ali quem manda são elas, ponto. Não são dignas de lá
estar…
Resultado de imagem para barretes na cabeçaO
descrédito nas instituições sustentadas com o dinheiro dos
impostos, pagos com língua de palmo tornou-se assustador. Logo o
sentimento do medo minou tudo, até a coragem de manifestar o
desacordo. Se entra pelo caminho desse atrevimento, a perda do
emprego pode estar iminente. Assim se passa à subjugação, ao
servilismo, qual animal a saciar a fome com as migalhas que caem da
mesa do senhor.
Bem
podia revelar as instituições e as pessoas em quem confiei
cegamente, como ainda as maldades praticadas. Se cada um colhe o que
semeia, há-de chegar a vez delas colherem o que semearam, apesar de
andarmos por aqui neste mundo emprestados, mais empenhados em
infernizar a vida do próximo do que manifestar gestos solidários.

J.
Carlos

Director