360º – A banca como a conhecemos acaba a 1 de janeiro. E ainda: casos de Legionella sobem para 30; e tudo o que tem de saber sobre a Web Summit
Enquanto dormia
Há mais um caso de Legionella ligado ao Hospital de São Francisco Xavier. No total, já são 30 e dois infectados morreram ontem. As vítimas são um homem de 77 anos e uma mulher de 70. A diretora-geral de Saúde já alertou que “há uma taxa de mortalidade elevada nestas situações”.
Que reações há a este surto mortal?
- O Ministério Público anunciou que está a analisar o caso para averiguar “qualquer indício de crime”;
- O Ministério da Saúde informou que vai avaliar todos os hospitais e centros de saúde para perceber se existe o risco de mais surtos;
- O São Francisco Xavier recusou que o problema estivesse ligado a falta de dinheiro.
- O Presidente da República avisoou que “é preciso apurar o que se passou”.
Afinal, que doença é esta que já matou duas pessoas? Quais os sintomas da Legionella? Como se transmite? Quem corre mais riscos? Temos um Explicador com oito perguntas que esclarecem todas as dúvidas.
Mais informação importante
A banca como a conhecemos acaba a 1 de janeiro. No início de 2018 entra em vigor a diretiva europeia que vai regular as novas tecnologias na banca e as fintech. O Edgar Caetano explica o que está em causa.
A grande surpresa do primeiro dia da Web Summit foi uma aula de Stephen Hawking. O físico fez a palestra mais importante da noite e deixou uma frase que é ao mesmo tempo uma comemoração e um aviso: “A inteligência artificial pode ser a melhor ou a pior coisa para a humanidade”.
Ontem, falaram ainda António Guterres e Margrethe Vestager, a comissária europeia com a pasta da concorrência que deixa os gigantes da tecnologia nervosos. O melhor do primeiro dia está aqui, o relato ao minuto aqui e as fotos a reveraqui. Se quiser assistir a tudo outra vez, só precisa de vir aqui.
Já sabe: vamos seguir o dia de hoje da Web Summit ao minuto no nosso liveblog.
José Neves, fundador da Farfetch, a primeira startup portuguesa a valer mais de mil milhões, também vai falar na Web Summit – mas, antes, estreou um novo programa do Observador. Em “O Meu Fracasso Antes do Meu Sucesso”, fala sobre os erros e crises que estiveram na base da sua empresa “unicórnio”. E explica que “é impossível ter sucesso sem falhar”.
O Governo tem desde 2015 um software que permite controlar o SIRESP, mas nunca foi usado. Aliás, as licenças nunca chegaram à Proteção Civil, que as pediu. A notícia é doPúblico.
O caso do padre do Funchal que assumiu a paternidade de uma criança está a provocar debate dentro e fora da Igreja. Num comunicado enviado ontem, a Diocese do Funchal escreve que “a Igreja é um espaço de misericórdia e Deus perdoa tudo, mas não pode admitir uma vida dupla”.
A seca extrema no sul da Europa faz com que a nascente do rio Douro esteja sem nenhuma água. O El Mundo publicou um vídeo que impressiona.
Foi um erro trágico. A Força Aérea americana não comunicou às autoridades federais a condenação por violência doméstica do homem que matou 26 pessoasnuma igreja do Texas. Se isso tivesse sido feito, David Kelley teria sido impedido de comprar a arma que usou no ataque.
Carles Puigdemont, o presidente destituído da Catalunha, escreveu um artigo no The Guardian ondeacusa Madrid de agir “à margem da lei”: “Será que alguém pode esperar um julgamento justo e independente? Eu não”. O jornal El Español respondeu com o artigo “As dez mentiras de Puigdemont ao ‘The Guardian’”. Esta manhã, Puigdemont está a dar em Bruxelas uma entrevista à Rádio Catalunha e já deixou uma frase que faz manchetes em Espanha: “Todos sabemos que podemos acabar na prisão”.
Os nossos Especiais
Hoje assinalam-se os 100 anos da revolução russa e no Observador há muitos Especiais para ler sobre o tema:
- O historiador Fernando Martins escreve o ensaio “De Petrogrado a Kiev: a história da revolução bolchevique”, onde recorda as origens do golpe que mudou a história da Rússia e do mundo, o seu desenrolar e as consequências imediatas;
- José Manuel Fernandes entrevistou o historiador Orlando Figes, autor de A Tragédia de um Povo, um dos estudos clássicos da Revolução Russa, agora editado em Portugal:“Não quero romancear Lenine como o ‘lado bom’ e Estaline como o ‘lado mau’”;
- Pré-publicamos um capítulo do livro de Orlando Figes em“1917. Dos autocratas de Smolny à tragédia de um povo”;
- José Carlos Fernandes escreve sobre “A revolução vista pelos estrangeiros”;
- Pode ainda ver um Conversas à Quinta onde José Manuel Fernandes, Jaime Gama e Jaime Nogueira Pinto falam sobre como o golpe de Lenine se transformou na Revolução de Outubro.
A nossa Opinião
Rui Ramos escreve sobre “o verdadeiro encanto do comunismo soviético”: “O apelo do comunismo soviético assentou no culto messiânico do poder de um Estado absoluto e ‘científico’. O comunismo soviético morreu, mas o culto que explica o seu apelo ainda não”.
Laurinda Alves escreve sobre eutanásia em “Eu sei, eu vi, eu estive lá”: “Não quero médicos que pensem que a minha vida já não vale a pena e se ofereçam para me matar, em vez de me encherem de confiança, esperança e cuidados. Arrepia-me a ideia do negócio à volta da morte”.
Paulo de Almeida Sande escreve “Com que sonha um robô?”: “A desigualdade vai aumentar, não diminuir. Um relatório do Citibank de 2016 previu que há 47% de empregos em risco nos EUA devido à automação, 57% na OCDE, 77% na China”.
Notícias surpreendentes
Dois hotéis de Lisboa e um em Vilamoura fazem parte dalista dos melhores de 2018 para a editora Condé Nast Johansens:
- O Anantara Vilamoura Algarve Resort foi distinguido na categoria “Melhor Novo Hotel no Guia”;
- O InterContinental Lisbon ganhou como “Melhor Hotel para Reuniões ou Conferências”;
- O Heritage Avenida Liberdade Hotel recebeu o prémio para o “Melhor Hotel com Valor de Luxo”.
É uma espécie de Lagom em frascos. Barnängen é uma marca de beleza sueca com 150 anos e chegou agora a Portugal. A Helena Magalhães dá os detalhes.
A 8 de dezembro regressa a série “The Crown”, com a segunda temporada. Enquanto o tempo não passa, temos o trailer.
No último disco de Camané, “Camané – Canta Marceneiro”, não há salero, é tudo monocórdico. A Filomena Martins dá-lhe só duas estrelas e lamenta: “Que pena”.
Kevin Spacey e Harvey Weinstein estão a fazer um tratamento de reabilitação numa clínica de luxo que custa 37 mil dólares por mês. O tratamento dura 45 dias.
Hoje de manhã começa a segunda sessão do julgamento de Pedro Dias, na Guarda. O Observador vai acompanhar tudo o que se passa em tribunal.
Até já.
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Rua Luz Soriano, n. 67, Lisboa
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